Técnico campeão paranaense está na fila do desemprego
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sábado, 30 de junho de 2007
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Ele foi eleito o melhor técnico do Campeonato Paranaense pela imprensa e pelos torcedores. Mais do que isso, fez de um time pequeno, com muitos operários da bola, uma equipe vencedora, que entrou para a história do campeonato e da cidade ao deixar para trás o Trio-de-Ferro e conquistar o Paranaense. Depois de tudo isso, Amaury Knevitz, que conduziu o modesto Paranavaí ao topo do futebol estadual há quase dois meses, seria assediado por clubes maiores e não teria dificuldades para arrumar um novo emprego. Certo? Errado. O treinador, que também pensou desta forma, ainda curte as férias prolongadas em Porto Alegre, junto da família e ''curte'' o desemprego.
''As coisas que tinham que acontecer não aconteceram e eu estou esperando. Os empresários ligam, perguntam, ofercem, mas a concorrência é grande'', lamentou o treinador.
Com a saída de Ivo Wortman do comando do Juventude no início do Campeonato Brasileiro, Knevitz foi cotado para assumir o clube gaúcho. Mas acabou preterido por Flávio Campos, que fez história no clube como jogador. ''Houve uma conversa, houve o interesse, mas na hora de bater o martelo pesou a história do Flávio como jogador'', contou, resignado, o técnico. ''Sei que futebol é assim. Por isso, tenho que aguardar'', complementou.
Tranquilo como sempre, Knevitz reconhece que o título do Campeonato Paranaense não deu o impulso esperado à sua carreira. ''Abriu mais portas, meu nome circulou com muito mais força, mas não foi o suficiente para me efetivar e vim para casa sabendo que seria assim'', refletiu o treinador.
Se o campeão não arruma emprego, outros treinadores do estadual também estão na fila. Val de Mello não só livrou o Cascavel do rebaixamento como classificou a Cobra para a segunda fase. Mesmo assim, é outro que procura emprego. Campeão estadual em 2002 com o Iraty, no campeonato que não tinha os três times da capital, Mello culpa a cultura do futebol pela instabilidade no mercado dos treinadores.
''Sempre o treinador que acaba pagando'', lamentou. O técnico, que já trabalhou no futebol paulista - comandou o Mogi Mirim -, não tem preferência por Estado. ''Quando você está desempregado, não tem escolha'', concluiu Val de Mello.


