Wangen - A seleção de Togo amanheceu ontem sem técnico. Irritado com o conflito em torno da premiação que seria paga aos jogadores pelo desempenho na Copa, o alemão Otto Pfister abandonou a concentração na sexta-feira à noite juntamente com o auxiliar-técnico Piet Hamberg. Essa é a primeira vez que um técnico deixa uma equipe em pleno Mundial.
Os jogadores exigiam um prêmio de 80 mil euros, enquanto os dirigentes ofereciam apenas 30 mil. Kodjovi Mawuena, também da comissão técnica, assumiu o time. ''Os jogadores boicotaram três treinos e, com isso, minha base de trabalho foi comprometida. A culpa é da Federação Togolesa. Isso destruiu o sonho de toda uma vida'', afirmou o ex-técnico, que estava no comando da seleção desde fevereiro.
Togo, que pela primeira vez disputa a Copa do Mundo, está no grupo G, ao lado de França, Suíça e Coréia do Sul. A seleção africana estréia na terça-feira, mesmo dia do Brasil, contra a Coréia, às 10 horas, em Frankfurt. Depois, enfrenta a Suíça (dia 19, às 10h)) e a França (dia 23, às 16h).
Aposta O zagueiro Samuel Kuffour, da seleção de Gana, tem um motivo a mais para lutar pela vitória na estréia de sua seleção, contra a Itália, amanhã. Além dos três pontos em jogo, Kuffour tem uma aposta com seu companheiro de Roma, o meia italiano Francesco Totti. ''Após o jogo, eu vou tirar o dinheiro dele'', disse Kuffour em uma conferência de imprensa, realizada ontem em Wuerzburg.

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