Técnica, gestora da olimpíada também terá papel político
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domingo, 15 de maio de 2011
Agência Estado 
A economista Maria Silvia Bastos Marques foi chamada de ''Mulher de 1 Bilhão de Dólares'' quando ocupou a Secretaria Municipal de Fazenda do Rio, no governo Cesar Maia, e de "Dama de Aço", quando presidiu a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Em agosto, voltará ao poder público, e já ganhou um apelido do futuro chefe, o prefeito Eduardo Paes: "Ela será a prefeita da Olimpíada", afirma ele.
Aos 53 anos, Maria Silvia vai presidir a Autoridade Olímpica Municipal, estatal municipal recém criada por Paes para comandar as ações da prefeitura da cidade na preparação dos Jogos de 2016 no Rio - decisão que gerou mal-estar no governo federal por não estar prevista no protocolo assinado com o Comitê Olímpico Internacional (COI) por ocasião da escolha do Rio como sede do evento.
A estrutura da Autoridade Olímpica Municipal, com número de funcionários e salários, ainda está em discussão (é o caso, também, da entidade federal).
No Rio, a ideia é absorver o Instituto Rio 2016, criado em 2010 para gerenciar as ações da Olimpíada. Atual diretor executivo do Instituto, o publicitário Bernardo Carvalho deverá ser nomeado assessor de Maria Silvia.
Assim como a APO, a empresa pública municipal terá margem para contratar técnicos com salários mais próximos do setor privado. Meirelles, por exemplo, ganhará R$ 22 mil mensais na APO. O salário de Maria Silvia deverá ficar um pouco abaixo deste patamar.
O ex-presidente do Banco Central tem evitado falar do trabalho na APO até que seu nome seja aprovado pelo Senado (que também vai chancelar a estrutura funcional do órgão).
Informalmente, o ex-presidente do BC nos anos Lula (2003-2010) elogiou a escolha de Maria Silvia. A futura presidente da autoridade olímpica seguiu na mesma linha: disse que só dará entrevista depois que deixar a presidência da Icatu Seguros, cargo que ocupa há quatro anos.


