Muito trabalho, garra, determinação e força de vontade. Esses são ingredientes básicos para o atleta chegar até uma Olimpíada. Depois de alcançado o objetivo, torna-se um vício e o atleta é capaz de dobrar, triplicar, quadruplicar o seu esforço para poder repetir a emoção de estar entre os melhores do mundo, quatro anos depois, em uma outra Olimpíada.
É o que acontece com muitos atletas, e foi o que aconteceu com o nadador londrinense Rogério Romero, que está indo para a sua quarta Olimpíada; com Sebastián Cuattrin, da canoagem, que vai para a terceira; com Vanderlei Cordeiro de Lima e com Sueli Pereira dos Santos, do atletismo e com Emanuel Rego, do vôlei de praia, que vão para a segunda disputa olímpica. Isso sem esquecer da motivação e emoção de participar pela primeira vez dos Jogos Olímpicos, como é o caso de tantos outros atletas.
Sem sombra de dúvidas, estar em uma competição deste nível mexe com a cabeça de qualquer esportista. É a busca da superação de seus limites, de ser o melhor entre todos, de colocar em prática tudo aquilo que aprendeu e buscar a tão sonhada medalha. Sem contar, é claro, a pressão da torcida que é enorme. Por isso, não basta apenas a preparação técnica, é preciso também cuidar da cabeça. A preparação psicológica deve estar muito bem integrada com a física para que o atleta consiga obter o seu melhor resultado.
O reconhecido psiquiatra Roberto Shinyashiki, autor dos livros ‘‘O Sucesso é ser Feliz’’ e ‘‘Revolução dos Campeões’’, foi convidado pelo Comitê Olímpico Brasileiro para acompanhar os atletas brasileiros durante o período de aclimatação, em Canberra, na Austrália. Ele vai trabalhar especificamente com o emocional dos atletas para que nada interfira no objetivo principal de cada um: a conquista da medalha.
A esperança para nós, torcedores brasileiros, é que o resultado do trabalho de Shinyashiki seja positivo para que possamos, junto com os atletas, sentir o gostinho de vitória. O Esporte ainda é o grande responsável por fazer o Brasil sonhar e que certamente vai cumprir o seu papel nesta Olimpíada.
Dose dupla
Mais um ouro para Adhemar Ferreira da Silva. Desta vez foi na Olimpíada de Melbourne, na Austrália, em 1956. O atleta brilhou e quebrou sua própria marca no salto triplo e ainda alcançou o recorde olímpico, com 16,35 metros. Na Olimpíada anterior, em 1952, em Helsinque, ele havia obtido a marca de 16,22 m, garantindo a sua primeira medalha olímpica.
Na época com 29 anos de idade, Adhemar entrou para a história, como o maior atleta olímpico do Brasil e único a conseguir duas medalhas de ouro, em duas Olimpíadas consecutivas. De família humilde, ele trabalhava o dia inteiro, estudava à noite e treinava apenas durante suas horas de almoço.
Como na Olimpíada anterior, quando ganhou a simpatia do público cantarolando versos de uma música finlandesa, Adhemar também conquistou a torcida australiana. Estudantes sentados próximos à pista de atletismo pediam silêncio para que o atleta pudesse se concentrar no salto. Salto que lhe garantiu a vitória.
Visto
Quem for assistir aos Jogos Olímpicos de Sydney deve providenciar o visto de entrada no país. Os documentos devem ser entregues na Embaixada da Austrália, localizada em Brasília. Turistas paranaenses podem encaminhar a documentação via correio, mas antes devem contatar o escritório da Embaixada pelo telefone (61) 248-5569, de segunda a sexta, das 11h às 12h30.
Como ir
As passagens de ida e volta para a terra da Olimpíada, variam de US$ 1.480 a US$ 2.477. Várias companhias fazem o vôo, entre elas a Quantas (11-259-6144) e a Aerolineas Argentinas (11-6445-3836), com saída de São Paulo e conexão em Buenos Aires; a American Airlines (11-214-4000), com conexão em Dallas e Los Angeles; a Varig (11-5091-7000), com conexão em Los Angeles; e a Lan Chile (11-259-2900) que faz conexão em Santiago, no Chile.
Pacotes Olímpicos
Os pacotes turísticos para a Olimpíada também têm preços variados. Para quem está a fim de assistir aos jogos sem desembolsar muito dinheiro, uma opção é a Best Way (11-6991-2900). O valor da parte terrestre e da hospedagem varia de US$ 2.195 a US$ 5.921. A Tamoyo Turismo (21-533-3870) – agência oficial do Comitê Olímpico Brasileiro oferece seis opções de pacote e o preço por pessoa varia de US$ 5.811 (cinco noites em apartamento triplo) a US$ 17.425 (20 noites em apartamento individual). A Kangaroo Tous (11-3064-3055), a Atlantis (11-292-6066) e a Teresa Peres (11-3034-4600) também têm pacotes olímpicos. Fica a dica.
Curtas Olímpicas
- A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Sydney será no dia 15 de setembro, às 18 horas. Quem quiser assistir à festa aqui do Brasil vai ter que acordar no meio da madrugada. Devido à diferença de 14 horas no fuso horário, a transmissão será feita às 4 horas da madrugada do dia 14.
- Para a festa da abertura o comitê organizador está preparando entre outras coisas uma queda d‘água, uma fonte e uma nave espacial. Serão no total US$ 10 milhões investidos para os 10 minutos que antecedem a entrada da Tocha Olímpica.
- Entre os fornecedores oficiais da Olimpíada um nada comum: o de preservativos. Todos os 10.200 atletas que forem competir nos Jogos Olímpicos de Sydney terão à disposição 545,7 mil camisinhas durante os 17 dias de competição. Serão três por dia para cada atleta. Será que eles vão ter tempo para isso? O investimento é de US$ 340 mil.

mockup