TÉCNICA E EQUILÍBRIO - Bocha sul-americana ainda é novidade
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sábado, 25 de outubro de 2003
Claudio Yuge<br> Reportagem Local 
Ao cair da tarde, na chegada do final de semana ou mesmo sob um céu ensolorado de um dia de férias. Motivo não falta para bater uma bolinha, jogar aquela pelada com os amigos depois do serviço para combater o stress do dia-a-dia. Mas, para um certo grupo de pessoas, 'bater uma bolinha' é literalmente o que fazem durante sua prática esportiva.
Os adeptos da bocha, ou melhor, os bocheiros ou bochófilos, como dizem os mais tradicionais , costumam se encontrar nas noites de quinta-feira no Grêmio Literário e Recreativo Londrinense. ''É um esporte que exige muita técnica e equilíbrio emocional'', explica José Pedro da Fonseca, pioneiro da modalidade em Londrina e que pratica a bocha sul-americana já há 12 anos.
''Em Londrina a bocha ainda não é muito divulgada e a única cancha para bocha sul-americana é essa aqui do Grêmio'', explica 'Zé Pedro'. Ainda assim, o grupo que joga no clube é a base da seleção londrinense da modalidade, que recentemente não teve um bom resultado nos Jogos Abertos do Paraná (Jap's) - não passou da segunda fase porém se destacou no Campeonato Paranaense, em agosto, quando foi campeão da seletiva regional.
O presidente da Associação Londrinense de Bocha Sul-Americana, o professor Palmo Fidelis, diz estar satisfeito com os resultados mas que pretende conseguir mais apoio para melhorar o desempenho da equipe. ''Recebemos da Fundação de Esportes neste ano R$ 10 mil dos R$ 30 mil que pedimos. Com esse dinheiro dá pra disputar o Paranaense e o Jap's mas ainda tivemos que fazer uma 'vaquinha' com os jogadores para pagar outros gastos com viagem, que são muito caras, e também os uniformes e a reforma das quadras para treinar'', explicou.
Uma das metas da associação para o próximo ano é trazer jogadores para dar experiência. ''Não queremos que a Fundação (de esportes) contrate equipes inteiras, mas precisamos, pelo menos, de dois ou três jogadores que contribuam com a gente. Eles podem estimular os outros atletas já que podem trazer experiência para quem está aqui aprender'', afirmou Fidelis.
Além disso, a idéia também é montar uma equipe feminina de bocha, já que a ausência de um equipe de mulheres na modalidade prejudicou a performance na classificação geral da delegação londrinense que foi à Pato Branco disputar o Jap's neste ano. ''Queremos visitar as faculdades para incentivar as meninas a virem jogar bocha'', disse o professor.


