Técnica do Arcor tenta evitar a ''dispersão''
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segunda-feira, 15 de maio de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A técnica Laís Elena Aranha adotou a conversa, um cuidado extra com o chamado aspecto emocional e psicológico de sua equipe, a Arcor/Santo André, como arma para manter o grupo concentrado na decisão do Nacional Feminino de Basquete. A final contra o Paraná Basquete será definida em uma série melhor-de-cinco partidas, a partir de quinta-feira. O primeiro jogo será em Santo André. Não vamos deixar que convites do Vasco ou a dúvida sobre a renovação ou não do patrocínio com a Arcor atrapalhe a nossa final, afirmou Laís, apostando em um playoff equilibrado.
A técnica acha que o fato de a Arcor ainda não se ter manifestado sobre a renovação do patrocínio e a decisão do BCN de retirar o apoio do time de Osasco, são fatores que não devem preocupar no momento. Não devemos sofrer por antecedência; é pouco inteligente, comentou Laís. A técnica acredita que o esporte, que tem 40 anos de tradição em Santo André e o apoio da prefeitura não tem motivo para preocupar-se com isso agora.
Também não deve pesar a formação de um supertime pelo Vasco e os comentários de que Janeth, considerada a melhor jogadora do Brasil na atualidade, teria convite da equipe carioca. A modalidade tem de ser preservada pelo ranking, como sempre foi; não adianta montar um supertime que não tenha adversário, disse Laís. O monopólio do esporte amador não é saudável.
O Santo André venceu o último Campeonato Nacional diante do Paraná que, por sua vez, ganhou o Paulista deste ano. Mas Laís observa que esta decisão não pode ser considerada um tira-teima. Na verdade, as duas equipes fizeram quatro finais no ano passado e Santo André venceu três delas. Embora o Nacional e o Paulista sejam os torneios mais importantes e competitivos, Santo André ainda venceu o Paraná na decisão dos Jogos Abertos e do Sul-Americano.


