Técnica de judoca diz que já pode morrer
Pequim - A técnica da judoca Ketleyn Quadros, Rosicléia Campos, comemorou ontem com euforia a medalha de bronze conquistada por sua pupila, na categoria até 57 kg dos Jogos Olímpicos de Pequim. ''Quando falei que iríamos mudar a história, muita gente não acreditou. Estou muito feliz, acho que já posso morrer. Para mim, essa medalha representa a vida que dediquei e tudo o que abdiquei para viver isso aqui. É a representação material de tudo isso'', disse a técnica.
Para Rosicléia, a medalha de Ketleyn marca o início de uma nova era no judô feminino brasileiro. ''A gente mudou. Outro judô feminino brasileiro nasceu naquele dojô (piso da disputa)'', disse a técnica.
Ketleyn venceu a australiana Maria Pekli na disputa do bronze. A luta foi decidida no golden score. ''Percebi que a australiana estava mais cansada. Ela não teve muito tempo para descansar entre as lutas. Por isso forcei mais'', disse Ketleyn. ''Ainda estou sentindo a emoção. Tudo aconteceu muito rápido. Eu estava bem centrada. No tatame, conta quem tem mais concentração'', disse a judoca.
Estréias
Na madrugada de amanhã, a partir da 1 hora, dois brasileiros fazem sua estréia em Jogos Olímpicos. Lutando pela categoria médio (até 90kg no masculino e 70kg no feminino), Eduardo Santos e Mayra Aguiar entram no tatame do ginásio da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim.
Eduardo Santos pega o chinês He Yanshu. Já Mayra Aguiar, uma das revelações do judô brasileiro, luta contra a espanhola Leire Iglesias. (Folhapress)





