Técnica aprova desempenho da seleção de GR no Mundial
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
A técnica Camila Ferezin fez uma boa avaliação da participação brasileira no Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, finalizado no último domingo, na Turquia. Na visão da treinadora londrinense, apesar de ter apresentado algumas falhas, o conjunto merecia uma posição melhor que o 15º lugar geral.
"Nós trabalhamos muito para ficar entre os dez melhores, mas acabamos pecando pela falta de experiência em alguns momentos, tínhamos três ginastas estreando em mundiais. Mas apesar disso, foi muito positivo, nossa apresentação foi bastante elogiada, as pessoas vieram nos cumprimentar e muitas acharam que merecíamos uma nota melhor. A impressão que ficou é muito boa", comentou a técnica, que desembarcou ontem no início da tarde em Londrina, ao lado das ginastas, também londrinenses, Beatriz Pomini e Isadora Magalhães.
Em relação ao Mundial do ano passado, o Brasil caiu três posições. Ainda assim, a técnica vê o país no caminho certo. Prestes a completar seu quarto ano no comando da seleção verde e amarela, a ex-ginasta londrinense valorizou a recuperação do conjunto brasileiro no cenário internacional. "No ciclo anterior, o Brasil era apenas o 26º do mundo e agora é o 15º. Fizemos uma renovação grande na seleção, hoje temos um grupo superior tecnicamente inclusive ao do ano passado, mas precisa de experiência. É uma equipe que ainda vai crescer muito", aposta.
O resultado obtido no mundial turco inclui as apresentações com bolas e fitas e maças. Na soma dos dois aparelhos, a equipe brasileira ficou com 30,483 pontos. A Bulgária ficou em primeiro lugar, com 34,449, seguida pela Itália, com 34,282, e pela Bielorrússia, com 34,133. No total, 33 conjuntos participaram da competição.
De acordo com a treinadora, o trabalho continua visando levar o Brasil à sua melhor participação em Olimpíadas, no Rio de Janeiro, em 2016. "Estamos no caminho certo. Nossa meta é ficar entre os dez no Mundial do ano que vem e depois brigar para ficar entre os cinco (melhores) no Rio de Janeiro", projeta. A melhor colocação brasileira em uma Olimpíada aconteceu em Sydney-2000 e Atenas-2004, quando o conjunto brasileiro obteve o 8º lugar.
Há três anos na seleção brasileira, Beatriz Pomini também vê o trabalho em evolução. "O grupo está mais unido, homogêneo e tem muito a crescer. Faltou um pouquinho de experiência dessa vez, mas temos muito a crescer. Para 2016, esse grupo é uma grande promessa", avalia jovem de 18 anos.
A seleção brasileira tem ainda outras três londrinenses: as ginastas Gabrielle Moraes e Débora Falda, que não competiu na Turquia por conta de uma lesão, e a coreógrafa Bruna Rosa.


