Agência Folha
De Yokohama, no Japão
A melhor maneira de combater o ‘‘bicho-papão’’ Manchester United é, na avaliação do seu próximo adversário, esquecê-lo. Para a decisão do Mundial Interclubes, às 8h10 (horário de Brasília) da terça-feira, em Tóquio, o time comandado por Luiz Felipe Scolari se uniu em torno de uma teoria ‘‘estratégica’’: muito mais importante do que tentar anular os ingleses será conseguir impor o seu próprio esquema de jogo.
Segundo os palmeirenses, o maior erro dos últimos times brasileiros em Tóquio – Grêmio, Cruzeiro e Vasco, derrotados por Ajax, Borussia Dortmund e Real Madrid, em 1995, 1997 e 1998, respectivamente – foi justamente se preocupar mais com os adversários.
A aura de ‘‘supertime’’ foi consolidada pelo Manchester nos últimos anos, quando foi avaliado em mais de US$ 1 bilhão. O time entrou para a história em 1999 por ter conseguido a ‘‘tríplice coroa’’ – venceu a Copa dos Campeões, o Campeonato Inglês e a Copa da Inglaterra na mesma temporada.
Um dos principais formuladores da tese de atenuar a importância do Manchester foi César Sampaio. ‘‘As últimas equipes que se preocuparam em neutralizar o adversário não foram bem-sucedidas. Temos que jogar o nosso futebol’’, disse. O atacante Paulo Nunes afirma ter tirado algumas lições da derrota do Grêmio para o Ajax em 1995. ‘‘Tivemos três oportunidades para marcar e não aproveitamos. Num jogo como esses, as chances são poucas e você tem que concluir com perfeição’’, alerta o atacante.
Ontem, o Palmeiras enfrentou amistosamente o Frontale Kawasaki, campeão da segunda divisão nacional japonesa. O time paulista vence por 3 a 0.

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