Tática de Abel dá bom resultado
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domingo, 29 de março de 1998
Edmundo Inagaki 
Marcelo AlmeidaAbel Braga, do AtléticoSe o técnico paranista Cláudio Duarte levou a melhor no primeiro round do duelo tático travado com o atleticano Abel Braga, impondo um forte bloqueio defensivo, com a escalação de três zagueiros (Fabiano, jogando pela lateral-direita, ao lado da dupla Eleomar e Ageu), além de outros três meias de contenção (Émerson, Reginaldo Costa e Reginaldo Vital) e apenas um meia de criação (Lúcio Flávio, considerado o melhor em campo), o comandante rubro-negro deu o troco na etapa final.
Bastou o Paraná Clube marcar seu gol, aos 9 minutos do segundo tempo, num lance infeliz do bom goleiro Flávio, para o sangue subir à cabeça de Abel Braga. Tendo que correr atrás do prejuízo e defender a liderança isolada e invicta, agora na marca dos 16 jogos, e 19 à frente do clube, o técnico atleticano foi capaz de tudo, inclusive de fumar vários cigarros debaixo de uma chuva torrencial.
Mas no tira-teima estratégico com o gaúcho Duarte, o carioca Braga partiu para o tudo ou nada, sacando o volante Nowak, o meia Alex e o lateral-esquerdo Dedé para a entrada de mais dois atacantes - Kelly e Adriano - e do meia Nélio, que fez sua estréia no Atlético. O misto de coragem e pura necessidade de Abel Braga foi premiado com o gol de empate de Tuta, aos 31 minutos, sempre oportunista dentro da pequena área, para contabilizar seus 12 tentos na competição.
Atleticanos e paranistas respiraram aliviados, pois o resultado fez justiça ao espetáculo apresentado no Pinheirão, mais uma vez pintado de vermelho e preto.


