Tata Martino está sob forte pressão
Buenos Aires - A Argentina que enfrenta o Brasil nesta quinta-feira tem mais desfalques no ataque do que pontos da tabela de classificação das Eliminatórias da Copa do Mundo. Sem Messi, Agüero e Tevez (machucados), a seleção busca a sua primeira vitória nas Eliminatórias após uma derrota em casa diante do Equador e um empate com o Paraguai, em Aassunção. A defesa também sofre com baixas importantes, como o lateral Zabaleta e o zagueiro Garay.
A pressão em cima do técnico Tata Martino é enorme. Para piorar, ele terá do outro lado Neymar, que conhece bem porque o dirigiu no Barcelona e que, segundo o próprio treinador, atingiu um estágio de excelência que o coloca no mesmo patamar de Messi e Cristiano Ronaldo.
A imprensa argentina tem noticiado nos últimos dias que o emprego do treinador depende do rendimento da equipe nas partidas desta quinta e de terça-feira contra a Colômbia, em Barranquilla. Se o time voltar a falhar, são grandes as chances de a Argentina começar 2016 com um novo treinador.
Martino tenta encarar a pressão com naturalidade. "Não estranho as críticas. Através dos anos, fui entendendo como são essas coisas. Gostaria que isso (a ameaça de perder o cargo) não ocorresse, mas a única maneira para que não procurem me substituir é ganhando todas as partidas", disse.
Para salvar o seu emprego, Martino aposta em um meio de campo marcador formado por três volantes - Biglia, Mascherano e Banega. Eles serão os responsáveis por tentar segurar os avanços do Brasil e, assim, dar liberdade aos atacantes Di María, Higuaín e Lavezzi. (A.E.)





