A Fórmula 1 não é feita somente da batalha nas pistas. Fora delas, os pilotos também travam um outro tipo de competição pela promoção do seu trabalho. Não basta correr, é preciso estar em evidência. Para pilotos como Rubens Barrichello, que compete em uma equipe de ponta, o trabalho é mais simples. Para outros, o caminho é mais complexo.
Competindo na modesta equipe Minardi, o paranaense Tarso Marques é consciente das dificuldades que enfrentará na temporada, pilotando um carro terminado às pressas e testado dias antes do Grande Prêmio da Austrália. ‘‘Uma mensagem para a torcida? Espero que rezem para que meu carro vá até o fim da prova’’, diz com uma franqueza desconcertante.
Mas Tarso ‘‘não deixa a peteca cair’’. Ontem, mudou radicalmente o visual. Entrou em um salão de beleza da capital com um ‘‘look’’ tradicional. Saiu com os cabelos espetados e pintados de azul. ‘‘Acho que meu pai vai estranhar.’’
Tarso não reclama. Explica que em seu primeiro ano na F-1, 1996, as dificuldades eram maiores, pois precisava obter patrocínio para a equipe. Hoje a Minardi banca as despesas e tem patrocinador próprio.
A meta de Tarso para o GP Brasil é, principalmente, desenvolver o carro. O piloto aprovou a decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de permitir o uso de controle de tração. ‘‘Nivela a pilotagem por baixo, mas foi melhor porque outras equipes já estavam encontrando formas de usar um recurso semelhante.’’
Burti pode sair – Segundo matéria publicada pela revista européia ‘‘Autosport’’, especializada em automobilismo, o brasileiro Luciano Burti pode perder sua vaga de segundo piloto da Jaguar ainda nesta temporada. A equipe estuda a possibilidade de substituí-lo pelo espanhol Pedro de la Rosa, que testa os carros da escuderia e já está confirmado como um dos dois titulares no Mundial de Fórmula 1 do ano que vem.
Nas duas etapas realizadas até agora na temporada, Burti conseguiu um oitavo lugar na Austrália e um décimo na Malásia. Apesar da especulação sobre a sua saída, o brasileiro teve desempenho melhor do que o primeiro piloto da Jaguar, o irlandês Eddie Irvine, que foi 11º em Melbourne e nem completou o GP de Sepang.

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