Tarso Marques quer terminar a prova
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de março de 2001
Agência Estado De São Paulo e Madri, Espanha 
A Fórmula 1 não é feita somente da batalha nas pistas. Fora delas, os pilotos também travam um outro tipo de competição pela promoção do seu trabalho. Não basta correr, é preciso estar em evidência. Para pilotos como Rubens Barrichello, que compete em uma equipe de ponta, o trabalho é mais simples. Para outros, o caminho é mais complexo.
Competindo na modesta equipe Minardi, o paranaense Tarso Marques é consciente das dificuldades que enfrentará na temporada, pilotando um carro terminado às pressas e testado dias antes do Grande Prêmio da Austrália. Uma mensagem para a torcida? Espero que rezem para que meu carro vá até o fim da prova, diz com uma franqueza desconcertante.
Mas Tarso não deixa a peteca cair. Ontem, mudou radicalmente o visual. Entrou em um salão de beleza da capital com um look tradicional. Saiu com os cabelos espetados e pintados de azul. Acho que meu pai vai estranhar.
Tarso não reclama. Explica que em seu primeiro ano na F-1, 1996, as dificuldades eram maiores, pois precisava obter patrocínio para a equipe. Hoje a Minardi banca as despesas e tem patrocinador próprio.
A meta de Tarso para o GP Brasil é, principalmente, desenvolver o carro. O piloto aprovou a decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de permitir o uso de controle de tração. Nivela a pilotagem por baixo, mas foi melhor porque outras equipes já estavam encontrando formas de usar um recurso semelhante.
Burti pode sair Segundo matéria publicada pela revista européia Autosport, especializada em automobilismo, o brasileiro Luciano Burti pode perder sua vaga de segundo piloto da Jaguar ainda nesta temporada. A equipe estuda a possibilidade de substituí-lo pelo espanhol Pedro de la Rosa, que testa os carros da escuderia e já está confirmado como um dos dois titulares no Mundial de Fórmula 1 do ano que vem.
Nas duas etapas realizadas até agora na temporada, Burti conseguiu um oitavo lugar na Austrália e um décimo na Malásia. Apesar da especulação sobre a sua saída, o brasileiro teve desempenho melhor do que o primeiro piloto da Jaguar, o irlandês Eddie Irvine, que foi 11º em Melbourne e nem completou o GP de Sepang.


