Marcelo AlmeidaO piloto curitibano Tarso Marques tem contrato com a MinardiRecém-chegado da Espanha, onde disputou, domingo passado, a última etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1, pela escuderia Minardi, o piloto curitibano Tarso Marques, ainda não definiu seu futuro na categoria. Ele recebeu várias propostas, algumas delas para ser piloto de testes, mas ainda está estudando cada uma. ‘‘Provavelmente continuarei na Minardi no ano que vem’’, disse, em seu apartamento, em Curitiba, ontem.
No GP da Europa, no circuito de Jerez de la Fronteira, na Espanha, o piloto paranaense abandonou a corrida a uma volta do final, com problemas no motor da sua Minardi.
Tarso Marques deve se reunir em novembro com o dono da escuderia, o italiano Jean Carlo Minardi, para decidir o seu futuro. Além da Minardi, onde ele está contratado (recebendo salário) até o final do ano que vem, Tarso tem propostas para correr pela Tyrrell e pela Prost. ‘‘Nas duas não preciso levar patrocínio. Eles me contratariam para ser seu piloto’’, explicou.
Marques também recebeu propostas de várias escuderias - entre elas as quatro grandes (Ferrari, Willians, Benetton e Mclaren) - para ser piloto de testes. Entretanto esta hipótese está praticamente descartada. ‘‘Não acho uma boa idéia deixar as pistas para voltar a ser piloto de testes. Mesmo que seja por uma grande equipe’’, analisou o piloto. Tarso Marques considerou o ano de 97 bastante ruim.
Ele inicou a temporada como piloto de testes da Minardi, mas na metade do ano acabou substituindo o italiano Jarno Trulli. Das dez corridas que disputou terminou apenas cinco. ‘‘O carro apresentava muitos problemas na suspensão e nos freios’’, disse. Marques comentou que o grande problema da Minardi é que há pouco investimento no desenvolvimento do carro. ‘‘A Ferrari modificou quatro vezes o carro durante a temporada. O único investimento da Minardi foi na aerodinâmica. Enquanto nossa equipe gasta U$ 20 milhões, a Ferrari gasta U$ 250 milhões. A diferença é muito grande. Não dá para comparar’’, disse.

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