Londres - Foram dois meses e 20 dias dedicados apenas a treinos e amistosos. O técnico da seleção feminina de basquete, Luiz Carlos Tarallo, mostrava a satisfação de ter tido tempo e condições de fazer uma preparação olímpica com todas as suas jogadoras. Até que o corte da ala Iziane, às vésperas da viagem para Londres, obrigou o treinador a rever tudo o que fez em quase 50 dias de trabalho.
Ao contrário das seleções adversárias, o Brasil terá 11 jogadoras, ou seja, uma a menos na Olimpíada. Isso porque, após a inscrição da delegação nacional nos Jogos, a substituição de um atleta só pode ser realizada em caso comprovado de lesão. Iziane deixou o grupo na última sexta-feira, em Lille, na França, por indisciplina - ela confessou ter infringido a regra de convivência na concentração da equipe ao levar o namorado para dormir com ela no hotel.
Sem Iziane, que já tinha histórico problemático mas era considerada uma das principais jogadoras da seleção, Tarallo precisa encontrar alternativas em suas variações em quadra. Para isso, teve três jogos em torneio preparatório na França e ainda fará uma nova partida amistosa, desta vez já em Londres, nesta quarta, contra a Croácia.
''Ter uma jogadora a menos, em uma competição árdua, é realmente uma defasagem. Mas a equipe está bem treinada, inclusive fisicamente, e acredito que esse não será o motivo pelo qual os resultados deixarão de aparecer'', disse Tarallo.
Depois da saída de Iziane, o Brasil fez três jogos: na última sexta, perdeu para a França, adversária da estreia, por 67 a 57. Depois sofreu nova derrota, desta vez para a Austrália, por 78 a 75. No fim, derrotou a China por 71 a 62.

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