Tapetão ganha força e confunde torcedor
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quinta-feira, 21 de agosto de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O objetivo é moralizar o futebol. Mas às vezes é inegável o paradoxo: em vez de simplificar, a Justiça Esportiva acaba impondo sanções que deixam o torcedor confuso, sem saber se o resultado de campo valerá na classificação final. Tem sido assim no Campeonato Brasileiro. ''A culpa não é nossa, cumprimos a lei'', diz o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter.
A Ponte Preta perdeu os pontos do empate com o Inter e os da vitória sobre o Juventude logo nas duas primeiras rodadas da competição. Escalou um atleta sem condições e o desfecho da história lotou o plenário do STJD. O Guarani foi punido pelo mesmo motivo e eliminado da Copa do Brasil, cedendo a vez para o Vila Nova-GO.
Desde o início do Brasileiro, o STJD vem agindo, como nunca. Desta vez, até os árbitros têm sofrido com o rigor do tribunal e estão pagando por falhas grosseiras que sempre ficavam impunes. Fica no ar, porém, uma questão: o STJD não poderia aplicar outras penas aos clubes fim de respeitar o resultado de campo? ''Para isso, é preciso uma nova redação do Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF) e isso é uma decisão ministerial'', disse Zveiter.
Ponte Preta, Goiás e Fluminense, em péssima posição na tabela do Brasileiro, também procuram outros caminhos para fugir da ameaça de rebaixamento: querem os pontos de seus jogos com o Santos, sob a alegação de que o adversário escalou Jerry sem condição legal.
O volume de processos analisados pelo tribunal foi superior a 1.100 no ano passado. O deste ano deve ser superior. Além das suspensões a árbitros, por questões disciplinares e não técnicas, o STJD em 2003 tem sido severo na punição de perda de mando de campo por irregularidades: já foram 11 ao todo, nas Séries A e B do Brasileiro.


