O ano de 2007 foi de renascimento para a marchadora paranaense Tânia Spindler. ''Treino há 18 anos. Mas o trabalho mesmo começou em 2007'', diz a atleta, em referência ao ano em que decidiu voltar com tudo ao sonho do atletismo após ter desistido em razão da falta de patrocínio e de apoio. O ano de 2008 foi de colheita: Tânia participou de sua primeira Olimpíada. Foi a 37 colocada na marcha em Pequim.
Os planos da paranaense (nascida em Palotina, 96 km ao norte de Cascavel) para 2009 fazem parte de um planejamento maior, que inclui os Jogos Olímpicos de 2012 e 2016.
''Estar numa Olimpíada é maravilhoso. Por que não sonhar com uma medalha? Percebi que sou capaz de almejar uma coisa melhor. Sou bem realista. Não é fácil ser campeão olímpico. Prova disso é que o Brasil enviou vários atletas para Pequim e poucos conquistaram medalha. A medalha da Maurren (Maggi, primeira colocada no salto em distância) foi resultado de um trabalho de oito anos'', explica a marchadora.
Tânia começa um novo ciclo olímpico com uma meta bem definida para o primeiro ano. ''Em 2009, quero quebrar o recorde sul-americano. Haverá o Mundial, na Alemanha, em agosto. Não estabeleci metas do tipo 'chegar até tal colocação', mas quero fazer um tempo abaixo de 1h30, o que já seria o novo recorde sul-americano'', diz a paranaense, que faz parte da equipe paulista de atletismo BM&F, recebe recursos do Bolsa-Atleta federal e conta com pequenos patrocínios, como o da Fundacen, de Araucária.
Tânia ficou parada por dois meses após a Olimpíada, devido a uma cirurgia (estava com hérnia umbilical), mas ela explica que esse período de inatividade não irá interferir no início de ciclo olímpico. ''As principais competições começam em abril. Vou entrar em 2009 forte. Agora estou indo com minha família para Florianópolis, onde vamos ficar um mês. Enquanto minha família aproveita as férias, vou treinar por lá'', explica.
A marchadora continuará treinando em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) e já planeja preparação em regiões de altitude, de olho não só no Mundial, mas também em outras competições internacionais, como a Copa Pan-Americana.

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