Talisca está sendo trabalhada para repetir feito de medalhista
Ela tem 1m77 de altura, cabelos castanhos claros longos, corpo tipo violão, sorriso cativante, é vaidosa, gosta de andar sempre com esmalte nos pés e nas mãos. Apesar das características de uma modelo, Talisca Reis, 21 anos, é uma das novas promessas do taekwondo brasileiro e está sendo trabalhada para repetir no Rio-2016, o feito de Natália Falavigna, bronze nos Jogos de Pequim-2008.
Depois de ser dispensada de sua penúltima equipe e dada como uma atleta fadada ao fracasso, ela encontrou em Londrina seu ponto de equilíbrio e motivação. Deu a volta por cima, obteve resultados significativos e hoje é apontada como uma das possíveis atletas de ponta do Brasil na modalidade em breve.
''Quando fui dispensada, entrei em depressão e o Fernando Madureira (técnico da seleção brasileira e dono de equipe em Londrina) me chamou para treinar em Londrina, vi que podia me reerguer. Ele acreditou em mim e eu fui provando que posso chegar longe. Pensei em parar mas o Fernando não deixou, confiou em mim'', contou Talisca.
''A determinação dela é diferente dos demais. A Talisca treina mais, se esforça mais e está vendo as coisas melhorarem'', elogia Madureira, que deposita todas as fichas na pupila.
Talisca é de Caldas Novas, no interior de Goiás. A família mora em Poços de Caldas (MG) e apoia incondicionalmente sua carreira. Em dezembro de 2010, a taekwondista conquistou a medalha de prata na categoria até 57kg no Pan-Americano de Taekwondo, realizado em Monterrey, México. Só caiu na final diante da canadense Ivente Gonda, medalhista olímpica em Pequim.
Madureira aposta que Talisca chegará em 2016 em seu auge como atleta, tanto física como tecnicamente. Nessa preparação tanto para obter a vaga em Londres-2012 como para subir ao pódio no Rio Rio-2016, ela ganhou um reforço de peso. A lutadora entrou para as Forças Armadas do Brasil e é atleta da Marinha, que garante a ela todo apoio para treinamentos e competições fora do País. ''Em 2016 ela vai estar no auge da forma e totalmente envolvida no projeto da Marinha'', afirmou o treinador.
Em 2011, a concentração dela está na obtenção da vaga no Pan do México e nos Jogos Militares do Rio. ''O Pan é um dos meus sonhos, assim como também sonho em ser campeã mundial, mas meu maior objetivo é a Olimpíada'', confessou. ''Especificamente viso 2016, mas vou brigar por 2012. Estou conseguindo ter o desempenho que planejava, fui quinta no Mundial Universitário. Em 2016 vou estar mais experiente, mais madura e num ciclo melhor. Será minha grande chance''.
Para as Olimpíadas 2012, o sistema de classificação é bem mais complicado do que o do Pan. A Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) escolherá quais categorias irão para a seletiva olímpica no Azerbaijão, em julho. A tendência é que o Brasil mande apenas dois homens e duas mulheres. Como Natália Falavigna é presença certa, sobra apenas uma vaga, que Talisca trabalha para ser dela. (T.M)





