Considerado o momento de glória do beisebol, a fase entre a década de 50 e 80 guarda seu período mais expressivo. Entre os remanescentes desta época, o nome de Takeshi Sugeta é lembrado por estima pelos que o conheceram. Ele foi técnico da segunda geração do esporte e sua postura era de um homem exigente. Nos treinamentos exigia seriedade e só admitia os atletas que estavam dispostos a vencer. Assim ele é lembrado pelos amigos e filhos. ‘‘Naquela época, ele cobrava rigidez no treinamento, concentração e dedicação. Se não fosse assim não jogava’’, recorda seu filho Jorge Sugeta.
  ‘‘O beisebol do Sugeta era muito forte. Ele trouxe uma técnica do Japão que compartilhou com os filhos e admiradores’’, lembra Francisco Tan, cujo pai Takumi Tan foi o assistente e jogou junto com Takeshi. Na década de 50, eles formaram a primeira fase de fanáticos pelo esporte em Londrina. Ele conta que ambos levavam muito a sério o esporte. O resultado foi obtido na geração seguinte, que jogou entre 67 e 72 e foi considerada a melhor equipe brasileira. ‘‘Nos anos 70, foi o momento da segunda geração e na época só se falava no time de Londrina’’, lembra. Por conta desse esforço, hoje o campo principal dos 12 existentes na Acel leva seu nome como uma forma de homenagem.
  Mas o contexto geral do esporte na época ajudava porque não era só Londrina que era forte, mas os times dos outros estados eram muito competitivos. As equipes eram de São Paulo, Ibiúna, Marília, Maringá, Cornélio Procópio e foram concorrentes em potencial. Jorge Sugeta elenca 1975 como o mais marcante da sua época de jogador. Ele conquistou o título de Campeão Brasileiro, quando o técnico era o seu pai. ‘‘Eu era arremessador e nos quatro jogos nós não tomamos nenhum ponto. Eu acho que aqui no Brasil ninguém bateu esse recorde ainda’’, finaliza. (R.O.)

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