TAEKWONDO - Campeã mundial sem adversárias
A campeã mundial de taekwondo, a paranaense Natália Falavigna, vem enfrentando dificuldades para disputar competições, por causa da falta de adversárias brasileiras em sua categoria até 72 quilos. Desde que conquistou o título mundial na Espanha, em abril, Natália disputou somente a Copa Paulistão, em Mogi das Cruzes, no final de maio. Em duas outras competições que participaria, os Jogos Brasileiros Universitário e os Regionais, nenhuma adversária se inscreveu. Ela está inscrita para participar de mais três competições nesse ano: o Campeonato Brasileiro Adulto, no fim do mês, o Brasil Open e os Jogos Abertos de Botucatu, ambos em outubro. Natália espera apenas que as adversárias apareçam. A atleta reclama que existe pouco investimento no esporte, por isso as crianças e jovens preferem outros esportes, como vôlei e basquete. Se no Brasil não existem adversárias, Natália também não consegue disputar campeonatos internacionais. Apesar de contar com o patrocínio de uma empresa e uma ajuda de custo da Confederação Brasileira de Taekwondo, os recursos disponíveis são insuficientes para os gastos com viagens internacionais. Aos 21 anos, seus projetos futuros são ambiciosos: espera conquistar a Copa do Mundo, em 2006, e a medalha de ouro no Pan-Americano, de 2007, no Rio de Janeiro e na Olimpíada de Pequim, em 2008.
Traduzindo literalmente do coreano, significa: Tae (saltar, voar, chutar ou quebrar com o pé); Kwon (socar ou destruir com os punhos); Do (arte, caminho, método). Conceitualmente, Taekwondo é a técnica de combate sem armas, para defesa pessoal, envolvendo a habilidade do emprego de pés, mãos e punhos.
Começou a praticar taekwondo aos 14 anos por influência de uma amiga que era atleta e lhe convidou para assistir a uma aula na academia. Antes, praticou outros esportes, como vôlei.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





