A campeã mundial de taekwondo Natália Falavigna e os atletas olímpicos Diogo Silva e Gilvan Santos passaram ontem por uma série de exames cardiológicos exigidos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Eles viajam na próxima semana para a Coréia do Sul, berço do esporte, onde farão um intercâmbio e disputarão o Korea Open, além da Copa do Mundo de Taekwondo, na Tailândia, onde estarão os principais lutadores do mundo.
Segundo o cardiologista Miguel Morita Fernandes da Silva, do Instituto do Joelho, os atletas passaram por um teste cardiopulmonar na esteira ergométrica chamado padrão ouro de avaliação , cujo objetivo foi fazer uma avaliação geral da atividade pulmonar, além de prevenir ou identificar problemas como arritmia cardíaca. Natália também passou por um ecocardiograma, uma espécie de ultrassom do coração.
A campeã mundial ressaltou a importância dos exames. ''É importante estar consciente de nossa condição física'', afirmou. Ela reiterou que esses exames são rotineiros na carreira de atletas de alto nível.
Depois de passar uma semana treinando com a seleção brasileira em Belo Horizonte, Natália viaja na próxima semana para a Ásia. Conforme ela, o período de treinos e competições na Coréia do Sul e na Tailândia será importante dentro da preparação visando as disputas dos Jogos Sul-Americanos e do Pan-Americano de Taekwondo, ambos na Argentina. ''Na Coréia estão os grandes lutadores do mundo. Esse intercâmbio será muito importante'', disse.
Diogo lembra que esse será o segundo intercâmbio que os atletas da seleção participam no ano. No primeiro semestre, eles passaram um período na Holanda e na Bélgica. Em relação à Copa do Mundo da Tailândia, ele explica que a competição será disputada por equipe. Diogo não espera por medalha nessa competição, pois terá que lutar em uma categoria acima da sua. ''Vou lutar com atletas da categoria 73 kg, enquanto a minha é a 68 kg. É uma diferença muito grande em uma competição de alto nível'', justificou.
Diogo observa que sua meta nesse ano é conquistar o bicampeonato nos Jogos Sul-Americanos foi campeão em 2002, no Rio de Janeiro. Ele esclarece que o taekwondo vem crescendo muito no Brasil e que a seleção nacional vem sendo mais respeitada no exterior. ''Os atletas de fora, agora, estudam nosso estilo de lutar. Antes, eles eram surpreendidos'', completou. Segundo ele, o Brasil passou do 22º para o 5º no ranking mundial da modalidade.
Gilvan acredita que o esporte poderia crescer ainda mais se houvesse uma maior união entre atletas e equipes. ''O taekwondo está em uma crescente no país, mas poderia estar em um nível ainda melhor se houvesse mais cooperação entre atletas e mesmo entre as equipes'', concluiu o atleta, que terminou em 7º no Mundial de 2005.

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