TAEKWONDO - A vez dos tatames
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domingo, 23 de junho de 2013
João Fortes<br>[email protected] 
Mais acostumada com as disputas de futsal e handebol, a quadra poliesportiva do ginásio Moringão, em Londrina, foi tomada por tatames neste último fim de semana, para a realização do Campeonato Paranaense de Taekwondo.
750 atletas, de diversas categorias e oriundos de 50 academias do Estado, participaram da competição que, pela primeira vez, teve 100% das lutas travadas com o uso do colete eletrônico. O equipamento já vem sendo utilizado na modalidade pelas principais competições internacionais e, mais recentemente, no Brasil e exige dos atletas mais técnica e menos força para pontuar.
"Até o ano passado as categorias de iniciantes (como mirim e infantil) não utilizavam o colete, mas este ano, no Paranaense, todos estão usando. Assim eles vão se acostumando desde cedo com o equipamento", afirma o coordenador de eventos da Federação Paranaense de Taekwondo, Rodrigo Trocino.
Ele destaca que ano a ano, além da quantidade de competidores cada vez maior, o nível dos participantes do campeonato tem evoluído bastante. "Em todo evento a gente consegue perceber a presença de atletas que vão se destacar no esporte. Daqui saem, realmente, os melhores do Paraná", aponta.
Para a maioria dos atletas que estão entre as categorias do infantil para cima -, conquistar o título paranaense significa garantir uma vaga no Campeonato Brasileiro de Taekwondo. O que para alguns foi uma conquista inédita.
É o caso do lutador Rafael Rangel, da categoria cadete (até 45 kg). Depois de uma luta final difícil, na qual um chute na coxa chegou a derrubá-lo, ele venceu, pela primeira vez, um campeonato paranaense. "No ano passado fui vice e agora, finalmente, consegui. Foi difícil, mas estou muito feliz, até um pouco sem palavras para descrever", disse o atleta de 14 anos.
O campeonato também contou com participantes que já atingiram maior excelência no esporte, mas ainda assim têm a competição estadual como importante para preparação e aprimoramento de técnicas. "Com meu próprio treinador me falou, não importava muito ganhar ou perder, o objetivo foi a preparação para o campeonato mundial", afirma João Miguel Neto, atleta da categoria adulto, que faz parte da seleção brasileira e viaja nesta semana para o México, onde disputa o mundial em julho. Mesmo sem a obrigação de vencer, ele conquistou o título paranaense em sua categoria.
Outro nome de destaque que participou do campeonato foi o atleta Pedro Henrique Vidotte, também da seleção brasileira, mas da categoria juvenil. Apesar de ter perdido nas disputas do sub-21, ele foi o campeão no juvenil e destaca a importância da competição para ele. "Você vai para o Brasileiro, que dá ponto para ranking, também pode conseguir bolsa atleta. Além disso, é possível testar algumas coisas que ainda não tenho muita confiança pra fazer em competições mais importantes".


