O presidente Sueo Matsubara decidiu, em 1995, que o clube cambaraense entraria para a história como vencedor também no futebol profissional. Fez um projeto audacioso e investiu pesado para montar um bom time, que tinha na defesa o zagueiro Vítor Hugo e no meio Tadeu Martins, pai do atacante Diego Tardelli, do São Paulo, e o experiente Neto, que por muitos anos defendeu o Corinthians. Além disso, o time passou a mandar seus jogos no Estádio do Café, em Londrina. Mas o Matsubara não conseguiu ir além de um terceiro lugar.
A explicação do fracasso pode estar na mudança de cidade. A diretoria do Matsubara achou que levando a equipe para Londrina a torcida aumentaria e os resultados seriam melhores. Mas o tiro saiu pela culatra. Nem cambaraenses nem londrinenses aprovaram a idéia. ''Foi um balde de água fria na gente. A torcida gostava tanto do clube que até construiu o estádio e eles (a diretoria) levaram o time para Londrina. Depois disso o Matsubara perdeu muitos torcedores em Cambará. Tem gente que nem vai mais ao estádio, perdeu até o gosto pelo futebol'', desabafa o repórter da Gazeta de Cambará, Claudemir Rufino, o Mil.
Sueo confirma que a idéia de levar o time para Londrina não foi boa, mas não acredita que o número de torcedores tenha diminuído. ''Londrina é Londrina e não adianta outro time querer jogar lá que não dá mesmo. Os nossos torcedores já eram poucos. Não é fácil pagar ingresso. Ninguém tem dinheiro'', admite.
Mas o clube tinha, sim, uma torcida muita fanática: a Torcida Organizada do Matsubara (TOM). O amor pela equipe era tão grande que os torcedores se juntaram e construíram o Estádio Regional de Cambará, com capacidade para 20 mil pessoas. (T.M.)

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