Scratch, handicap, driver, caddie e hole-in-one são palavras que não fazem parte do vocabulário da maioria esmagadora da população brasileira. Mas para um londrinense elas representam a oportunidade de se tornar um ídolo do esporte. João Paulo Albuquerque, 20 anos, mora há um ano nos Estados Unidos, onde disputa campeonatos universitários de golfe.
Em sua primeira temporada na cidade de Riverside, localizada na Califórnia, Albuquerque conquistou um 2º e um 3º lugares em campeonatos de elevado nível. Pode parecer pouco, mas para um país, como o Brasil, que tem somente 20 mil praticantes de golfe, as conquistas do londrinense são merecedoras de comemoração. Para ficar entre os primeiros, ele superou promessas do golfe norte-americano e europeu, que também estudam na América do Norte. Somente nos Estados Unidos existem mais de 26 milhões de praticantes da modalidade.
Em sua equipe universitária, Albuquerque tinha a companhia de outro londrinense, Ivan Fuganti. Além dos paranaenses, o time era formado por um norte-americano, um inglês e um espanhol.
A rotina de Albuquerque exige esforço e dedicação. Além de estudar Administração, ele treina, em média, quatro horas por dia, seis vezes por semana. ''Venho melhorando meu desempenho. Nos Estados Unidos, os campos exigem mais do golfista e isso vem refletindo no meu jogo'', conta o londrinense, que começou a praticar o esporte há nove anos, por influência do pai, que jogava no Londrina Golf Club (LGC). Ele permanece na cidade até o dia 28, quando voltará à Califórnia.
No último final de semana, o golfista participou da 77 edição do Campeonato Amador de Golfe do Brasil, no Rio de Janeiro. No primeiro dia de disputas, Albuquerque terminou em 1º, empatado com outros dois tenistas. O desempenho não foi o mesmo nos três dias seguintes e ele terminou em 12º, de um total de 65 participantes.
Em seu currículo, o londrinense tem o vice-campeonato brasileiro juvenil, em 2003, e o título por equipes no Campeonato Interfederações Juvenil de 2005. Ele já representou o Brasil em duas competições internacionais: na Copa Simon Bolivar, na Venezuela, em 2005, e no Aberto do México, em 2006, quando ficou em 12º.
Sobre o futuro, Albuquerque ainda não decidiu se atuará profissionalmente como golfista quando encerrar o curso na universidade. ''Quando concluir o curso, terei que decidir se continuo jogando ou se me dedico à administração'', observa o londrinense, que tem no astro Tiger Woods e no brasileiro Alexandre Rocha, que atua na Europa, seus ídolos no esporte.

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