Tabela das Eliminatórias para a Copa de 2002 beneficia Brasil e Argentina
Agência Folha
De São Paulo
A tabela das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2002 foi praticamente definida ontem, em Assunção, no Paraguai, em reunião com os principais dirigentes do continente. A tabela, que ainda precisa da aprovação da Fifa, atende bastante aos interesses das federações de Brasil e Argentina, maiores potências sul-americanas.
O Brasil deve estrear contra a Bolívia, como mandante. A primeira rodada está prevista para os dias 28 e 29 de março de 2000. Dez rodadas aconteceriam já no que vem. As demais oito rodadas do returno seriam disputadas em 2001. As federações sul-americanas já haviam acertado o sistema de disputa do torneio (todos contra todos, em turno e returno). Dez seleções disputarão as eliminatórias.
Cada time fará, portanto, 18 jogos. Em média, cada equipe jogará uma vez por mês. A tabela que foi praticamente aprovada ontem foi apresentada por dirigentes venezuelanos. Foi contestada por peruanos, especialmente, e chilenos, que queriam uma sequência lógica de partidas em casa e fora. Os dirigentes peruanos, que chegaram mais tarde a Assunção, sugeriram que um time jogasse uma rodada em casa e, na seguinte, atuasse em outro país. Sempre.
Nas eliminatórias para a Copa-98, por exemplo, o Chile realizou uma sequência de partidas em casa nas últimas rodadas, o que acabou rendendo uma vaga ao time chileno no Mundial da França. Brasil e Argentina, assumidamente, não queriam um sorteio para os confrontos das eliminatórias. Dirigentes dos dois países tentaram garantir que suas seleções fizessem jogos decisivos como mandantes. Também trabalharam no sentido de postergar o confronto entre os times.
Brasil é atração As eliminatórias sul-americanas para o Mundial do ano 2002 no Japão e na Coréia do Sul, que serão disputadas em março próximo, terão um incentivo especial com a presença do Brasil, admitiu ontem o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA) Julio Grondona.
O Brasil não participou do torneio todos contra todos do Mundial França-98 por ter sido campeão nos EUA-94 e ganhar o direito de se classificar diretamente.
O argentino, que também é vice-presidente da FIFA, disse que a seleção de seu país planeja trabalhar com antecedência, levando a sério o compromisso.
Temos a mente voltada para obter uma boa colocação para o Mundial. Imediatamente depois de nossa eliminação da Copa América (no Paraguai, nas quartas-de-final) adotamos as medidas necessárias para corrigir e melhorar nosso time para as eliminatórias, explicou.
Os dirigentes sul-americanos não escondem seu entusiasmo com a inclusão do Brasil e com os comentários nos corredores da Confederação Sul-americana de Futebol, com sede em Assunção, segundo os quais o sistema todos contra todos, nas partidas de ida e volta, será um recorde de bilheteria nos dez países do continente.





