Santos - Com o sucesso de Zé Roberto e a chegada de Pedrinho, no começo do ano, os dias de Rodrigo Tabata pareciam estar contados na Vila Belmiro. As chances de começar jogando foram desaparecendo e quando entrava no decorrer das partidas, o meia contratado do Goiás no início de 2006 pouco acrescentava e até chegava a ser vaiado. Mas, nos três últimos jogos, a história do ''Japonês'', como ele é chamado pela torcida santista, começou a mudar. Foram três gols e atuações de alto nível.
''O que mudou foi que o time do Santos vem melhorando a cada jogo e eu cresci com o time'', explicou Tabata, que tem na movimentação constante do meio-de-campo para frente a sua principal virtude. ''E jogar ao lado de grandes jogadores é sempre mais fácil. Além disso, com o passar do tempo, consegui minha adaptação ao estilo de jogo exigido pelo professor Vanderlei (Luxemburgo).''
As explicações não parecem ser tão simples assim. Luxemburgo é, na verdade, o responsável pela transformação de Tabata. O técnico passou a fazer um acompanhamento com o jogador dentro e até fora do clube.
E o seu trabalho psicológico fez com Tabata passasse a se sentir útil ao grupo e recuperasse a confiança no seu futebol. ''Agora entendo melhor o Tabata'', disse Luxemburgo, sem dar maiores explicações, após a vitória por 2 a 0 sobre o Defensor Sporting, semana passada, em Montevidéu (Uruguai), pela Libertadores.
Agora, Tabata é visto no Santos como um jogador com qualidades para ser titular ou para entrar durante uma partida e mudar o time para melhor.
Como Zé Roberto e Pedrinho - além de Kleber e Rodrigo Tiuí - forçaram o terceiro cartão amarelo contra o Noroeste para não correrem o risco de suspensão nas semifinais do Paulistão, Tabata deve ser escalado como titular para enfrentar o Juventus, amanhã, na última rodada da primeira fase do campeonato. (A.E.)

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