Mônaco - Para a Fórmula 1, pode ser mais negócio desistir de correr na Europa e manter os vínculos com a indústria do tabaco. Este, em resumo, é o teor da carta que o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, enviou ao comissário de Saúde da União Européia, David Byrne, sobre a decisão da UE de proibir a propaganda de tabaco a partir de 31 de julho de 2005. A Fórmula 1 havia concordado em banir a publicidade de cigarros a partir de 1º de outubro de 2006.
Reunido em Mônaco, o Conselho Mundial da FIA autorizou Mosley a enviar a carta em que a entidade expressa suas preocupações. ''Ao antecipar a data de proibição da propaganda de tabaco, a UE forçará as equipes a procurarem eventos em outros lugares durante parte de 2005 e por todo o ano de 2006, de forma a observar os contratos firmados com os patrocinadores, que só terminam no fim de 2006. Inevitavelmente, tais eventos buscarão firmar contratos de patrocínio de longo prazo e, com certeza, permitirão a participação de patrocinadores ligados à indústria do tabaco. Nas equipes, a consequência mais provável é que os contratos que hoje têm prazo para terminar em 2006 sejam renovados para além dessa data.''
Se isso acontecer, a FIA não terá como proibir a propaganda de cigarros na F-1, pois não tem autoridade para interferir em contratos comerciais firmados entre equipes e patrocinadores.

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