TÁ NA CONTA
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segunda-feira, 02 de junho de 2014
BRUNO CASSUCCI<br>brunoalmeida@ lancenet.com. br 
O bate-boca entre o técnico Oswaldo de Oliveira e um torcedor por volta dos 20 minutos do segundo tempo ajuda a explicar bem o que foi o jogo entre Santos e Criciúma. O placar apontava 2 a 0 para o time alvinegro, mas a atuação irritava a torcida. Depois de construir a vantagem, o Peixe deu a bola para a equipe catarinense, montou duas linhas de quatro jogadores e se fechou. Desse jeito, quase não levou sustos, garantiu a primeira vitória como mandante no Brasileiro, se aproximou da parte de cima da tabela, mas não agradou...
Poderia ter sido diferente. Os primeiros 20 minutos do Santos foram ótimos. Em dois contra-ataques fulminantes, com ótimas participações de Arouca e Gabriel - os melhores em campo -, o time saiu na frente e dava pinta de que poderia golear. Quem acompanha o Peixe já está acostumado com a queda de rendimento do Peixe na etapa final, mas ontem não foi só a questão física que pesou. A postura alvinegra foi exageradamente cautelosa.
O Criciúma, por sua vez, não conseguiu impor seu jogo. Limitado tecnicamente e desfalcado no ataque, o Tigre errou muitos passes e não teve recursos para furar o bloqueio santista. Sem conseguir penetrar na área, os catarinenses também não arriscaram de fora da área e facilitaram a vida de Aranha. O Peixe parecia precavido contra o perigo representado por Paulo Baier nas jogadas de bola parada e cometeu poucas faltas na entrada da área. O veterano só apareceu quando discutiu com o árbitro e o zagueiro Fábio Ferreira.
Apesar da partida morna, é possível apontar pontos positivos no Santos: a evolução do zagueiro David Braz, o bom papel tático dos atacantes de lado, Jorge Eduardo e Diego Cardoso, além de boa participação de Lucas Lima novamente.
O Santos ainda não joga bem e está longe do que apresentou no Paulistão, mas entra em férias melhor do que era esperado, na tabela e no ""clima"" com Oswaldo de Oliveira.




