A vida do técnico Gilson Kleina não anda fácil no Palmeiras. Se não bastasse o momento ruim vivido pelo clube e a pressão, a próxima partida do Verdão será contra a Chapecoense, vice-líder da Série B, em jogo que decidirá o título do turno. E ele terá muitas dificuldades para montar a equipe.
São sete desfalques para o confronto. O problema maior é que entre eles estão três dos principais jogadores da equipe na temporada: Valdivia, Leandro e Henrique. Além deles, Marcelo Oliveira, Eguren, Ananias e Vinicius também não jogarão (veja mais abaixo). Tudo isso no principal confronto da competição até agora que, além de valer a conquista da primeira parte da competição, poderá devolver à paz para o Verdão. Mas, em caso de derrota, a situação que já é ruim por conta dos três duelos seguidos sem vencer, piorará bastante.
Kleina espera que a equipe se mobilize para não sentir tanto os desfalques no confronto decisivo.
- Temos jogo importante, a decisão do turno. Temos grandes perdas na equipe e vamos pensar como montar. Precisamos entender isso e nos mobilizarmos. Veremos de que forma vamos nos preparar. Tenho de saber montar a equipe - analisou.
O problema maior do comandante será para montar o setor ofensivo palmeirense. De atacantes de ofício, apenas Alan Kardec e Caio estão à disposição, mas ambos são centroavantes. Uma opção é apostar emum deles ao lado de Serginho ou Ronny, meias de velocidade que podem atuar avançados.
- Queria contar com todos eles, mas o que me passaram é que Ananias e Vinicius ainda não têm condições. São jogadores de velocidade, isso é importante. Vamos ver, preciso montar bem o time - declarou ele.
Além disso, o treinador terá de mudar todos os setores da equipe, já que há desfalques de titulares para a defesa, o meio e a frente. A boa notícia será o retorno do volante Charles, que cumpriu suspensão no sábado. Com ele, o esquema com três volantes poderá ser usado (veja ao lado).
Gilson Kleina chega para o jogo mais importante da Série B pressionando e precisando mostrar que sabe montar um time sem as estrelas. Talvez seja a chance que ele espera para mostrar que as críticas sobre seu trabalho não são tão justas.

Imagem ilustrativa da imagem Tá difícil!
| Foto: TOM DIB
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