A vida na cidade olímpica gira em torno de seu porto, que juntamente à Ópera House, cercada de água por todos os lados, e a ponte do Porto, formam um dos cenários mais fotografados e conhecidos do País. Construída no litoral oriental da Austrália, Sydney é dotada de 40 belas praias, entre elas a Bondi Beach, onde serão realizadas as partidas de vôlei de praia durante os Jogos.
Além de ter as melhores instalações esportivas, como o estádio olímpico e o campo de críquete, Sydney também tem boas opções culturais, que vão desde ópera e balé a Shakespeare à beira-mar no anfiteatro da Balmoral Beach. Os pubs de rock também são outra opção. Eles se mutiplicam na cidade e seus arredores. Há também casas noturnas de jazz, dança e música alternativa. Opções que os atletas brasileiros, por ficarem concentrados na Vila Olímpica, não terão o privilégio de conhecer.
Com uma população de 3,5 milhões de habitantes, a capital dos Jogos Olímpicos de 2000 é também a capital do comércio e dos negócios da Austrália.
O centro da cidade é relativamente pequeno para uma metrópole tão espalhada. Sydney cresceu desordenadamente e muitas das ruas próximas à baía seguem as trilhas feitas pelos bois no início da colonização.
A cidade é quase toda cercada por parques nacionais e bosques intactos. Além disso, sua própria área urbana conta com muitos parques e reservas. Os jardins simétricos com plantas nativas e introduzidas, contrastam com a autonomia das aves e animais que se adaptaram à cidade.
Uma das particularidades de Sydney é a arquitetura. Vários estilos se misturam. Pode-se encontrar desde construções no estilo gregoriano, vitoriano, do tempo da regência, a prédios construídos no mais belo expressionismo moderno, como é o caso da Ópera House, onde será a largada do triatlhon.
É também em Sydney que fica a famosa Harbour Bridge. A ponte que levou oito anos para ficar pronta. Antes dela, as únicas ligações entre o centro da cidade, ao sul do porto, e a região residencial, ao norte, eram feitas com ferry boat, ou por um caminho tortuoso de 20 quilômetros e que passava por cinco pontes.
Como não poderia deixar de ser, a capital olímpica também respira esporte. É comum ver os habitantes locais correndo pelas ruas para manter a forma ou jogando uma partida de tênis depois do trabalho. Universitários carregam nas mochilas a requete para uma partida após as aulas. ‘‘Isso é muito comum. É bom porque distrai, evita o stress e mantém a saúde’’, disse Draw Margart, estudante de Direito. Os esportes mais comuns são pouco conhecidos no Brasil. O rúgbi e o críquete, chegam a ser tão popular por aqui, como são no Brasil.
A cidade australiana também virou um ponto de referência para a emigração brasileira. Nos trens, um dos transportes mais utilizados na cidade, é comum encontrar alguém falando em português. Na praia de Bondi, que será a sede do vôlei de praia, também concentra muitos brasileiros. ‘‘Brasileiro vem pra cá e quer praia. Aqui nós nos damos esse luxo’’, disse o jornalista brasileiro Daniel Navarro, de Ribeirão Preto-SP que mora em Sydney há quatro meses.

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