Sydney: causa ecológica vira bandeira da Olimpíada
São Paulo, 27 (AE) - A causa ecológica vem sendo a grande bandeira dos organizadores da Olimpíada de Sydney. Para que tudo dê certo e o impacto ambiental seja o menor possível, o Comitê Olímpico australiano e o Greenpeace vêm auxiliando as obras do estádio, da vila dos atletas, da piscinas e das imediações do centro olímpico, utilizando materiais inofensivos ao meio ambiente. O custo do projeto está avaliado em US$ 3 bilhões e está sendo pago pelo Governo.
A baia de Homebush, local onde serão realizadas a maioria das provas, antigamente servia como depósito de lixo industrial. "Para abraçar seriamente a causa ecológica, não poderíamos construir o complexo em uma área verde e, por isso, escolhemos um antigo aterro", afirma o químico, coordenador da campanha do Greenpeace da Austrália, Darryl Luscombe. "A partir de agora, a responsabilidade com o meio ambiente será exigência obrigatória em todos os Jogos Olímpicos", afirma.
Segundo Darryl, antes do início das obras na região, o Greenpeace encontrou crianças brincando com latas danificadas utilizadas para armazenar o lixo. "Restos de PVC e de metais pesados são cancerígenos", afirma. "Nossa entidade também conseguiu isolar a área e conseguiu a verba para comprar barris de polietileno para armazenar com segurança o lixo."
Darryl explica também que, para o Greenpeace, o mais importante é a recuperação da área. "Depois da Olimpíada, o local se transformará em um bairro", diz. "Os comodos da vila olímpica - que tem dois quartos - serão vendidos por US$ 170 mil", diz.
Todos os apartamentos terão energia solar é água que, ao invés de ser jogada na baía, será tratada biologicamente e reaproveitada. "As lanchonetes fast foods serão obrigadas a inventarem embalagens ecológicas e carros não serão permitidos dentro do complexo." No estádio olímpico australiano, tubos de PVC foram substituído por peças de polietileno e o cloro, utilizado para tratamento da água da piscina, foi trocado pelo ozônio. "O grande problema das obras é o alto preço dos materiais", afirma. "Contudo, as empresas australianas que estão investindo nesses materiais estão conseguindo ditar uma tendência e se estabelecer no mercado da construção civil".





