Suzuka - Suzuka, GP do Japão de 2000. O autódromo japonês fervia. Olhares de admiração miravam a Ferrari, num dos mais gloriosos dias de sua história. Naquele 8 de outubro, Michael Schumacher vencia o Mundial de F-1, o terceiro de sua carreira, encerrando um jejum de 21 anos do mais tradicional time do automobilismo.
A partir de então, a escuderia italiana mergulhou numa fase de conquistas, numa hegemonia arrasadora, entediante, inédita na história da categoria. Até agora.
Porque não bastasse o inferno que enfrenta nesta temporada, a Ferrari pode voltar a viver na madrugada de sábado para domingo um dia emblemático, marcante. Mas pela melancolia. Na mesma Suzuka, o ciclo iniciado há redondos cinco anos deve receber a pá de cal.
Renault e McLaren largam no GP do Japão para derrubar o que resta à equipe de Schumacher e Rubens Barrichello: seu maior reinado em um circuito. Em nenhuma outra pista do campeonato a Ferrari foi tão vitoriosa, nos últimos anos, como em Suzuka.
Os ferraristas sustentam séries de sete poles e cinco vitórias no autódromo japonês. A primeira sequência seria colocada em jogo na madrugada de hoje, no treino que definiria o grid de largada.
A outra, provavelmente seu derradeiro orgulho, a partir das 2h30 de amanhã (horário de Brasília), com transmissão da TV e previsão de chuva e ventos fortes.

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