A Olim­pía­da de Lon­dres, no ano que vem, se­rá a ­mais sus­ten­tá­vel da his­tó­ria, se­gun­do ga­ran­tiu o di­re­tor de Sus­ten­ta­bi­li­da­de da Au­to­ri­da­de Olím­pi­ca Bri­tâ­ni­ca, Dan Eps­tein. O car­ro-che­fe do pro­je­to, que es­tá em an­da­men­to, é a re­vi­ta­li­za­ção do dis­tri­to de Strat­ford, na zo­na les­te de Lon­dres, on­de es­tá sen­do cons­truí­do o Par­que Olím­pi­co. A re­gião era uma an­ti­ga zo­na in­dus­trial, com ­áreas aban­do­na­das e ter­re­nos con­ta­mi­na­dos por me­tais pe­sa­dos e ou­tros re­sí­duos tó­xi­cos.
  Ho­je o ce­ná­rio é ou­tro. Strat­ford re­ce­beu in­ves­ti­men­tos de 88 mi­lhões de li­bras (R$ 236,9 mi­lhões) e 2 mi­lhões de to­ne­la­das de so­lo fo­ram lim­pos. Es­ta foi a ­maior ope­ra­ção de des­con­ta­mi­na­ção já fei­ta no Rei­no Uni­do. No pro­ces­so, a ter­ra foi le­va­da em ca­mi­nhões pa­ra uma es­ta­ção de tra­ta­men­to, pu­ri­fi­ca­da e re­co­lo­ca­da no lo­cal de ori­gem. No Par­que Olím­pi­co, fo­ram plan­ta­das 4 mil ár­vo­res e 60 mil bul­bos, ­além de 300 mil plan­tas aquá­ti­cas. A ­área to­tal do com­ple­xo, de 2,5 qui­lô­me­tros qua­dra­dos, é ­igual à do ­Hyde ­Park, par­que cen­tral de Lon­dres.
  Au­to­ri­da­des de Lon­dres e do Rio de Ja­nei­ro, se­de dos jo­gos de 2016, já têm acor­dos fir­ma­dos pa­ra tro­ca de ex­pe­riên­cias so­bre a con­du­ção dos pro­je­tos olím­pi­cos e das prá­ti­cas sus­ten­tá­veis. Gil­ber­to Schwe­der, con­sul­tor do Mi­nis­té­rio do Es­por­te pa­ra in­fraes­tru­tu­ra, diz que o Bra­sil de­ve ter a preo­cu­pa­ção com o ­meio am­bien­te e com o le­ga­do dos jo­gos pa­ra a po­pu­la­ção. ‘‘Co­mo o ­País tem es­cas­sez de re­cur­sos, é pre­ci­so pen­sar mui­to bem co­mo de­sen­vol­ver a in­fraes­tru­tu­ra e o uso pos­te­rior dos com­ple­xos ­esportivos’’, aler­tou.


● Refere-se ao desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual sem esgotar os recursos naturais para o futuro



● É a união de quatro nações constituintes: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales

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