Das agências
O goleiro Marcos (foto), do Palmeiras, soube da convocação para a Seleção Brasileira 24 horas depois de chegar a Oriente, sua cidade natal, no interior de São Paulo, para descansar com a família. Segundo um amigo, ele achou que fosse ‘‘brincadeira’’, ao ser avisado, por volta das 16h30. Marcos embarcou ontem à noite em Marília para São Paulo, de onde segue hoje cedo para Curitiba, para se apresentar ao técnico Wanderley Luxemburgo antes do jogo Brasil e Letônia.
Na noite anterior, o goleiro soltou muitos rojões - como se comemorasse, antecipadamente e sem saber, sua convocação. Os rojões, na realidade, eram da festa junina improvisada por familiares e um grupo de amigos no sítio de sua propriedade. Era noite de São João. Até a uma hora da madrugada, ele tomou quentão e comeu pipoca, segundo sua mãe, Antonia Tânia Reis.
Durante todo o dia de ontem, ele deu autógrafos para uma fila de adolescentes na porta de sua casa, na condição de goleiro do Palmeiras.
A mãe ficou sabendo da convocação pela reportagem. ‘‘Verdade? Como melhor jogador da Libertadores, ele deveria ter sido convocado antes’’, disse. Marcos não quis atender a reportagem alegando apenas, segundo um amigo, que estava ‘‘ocupado’’.
Carlos Germano - A dispensa do goleiro Carlos Germano, que está com um processo inflamatório no joelho direito, provocou mais uma baixa na Seleção Brasileira. O edema no joelho de Germano já tinha sido apontado em ressonância magnética realizada depois da partida do Vasco contra o Friburguense, pelo Campeonato Carioca. Segundo o goleiro, os médicos vascaínos disseram que ele poderia jogar até as finais do campeonato e depois parar por dez dias para recuperar-se.
O médico da Seleção, José Luiz Runco, acredita que, em razão dessa liberação para que ele jogasse até o final do campeonato, o resultado da ressonância não lhe foi enviado. Mas como os treinamentos são mais constantes e fortes na Seleção, Carlos Germano passou a sentir dores no joelho. ‘‘Queria continuar, mas não há mais possibilidades’’, disse o goleiro, visivelmente emocionado. ‘‘Na Seleção não dá para levar em banho-maria.’’ Quando se retirava da sala de imprensa, o goleiro foi abraçado pelo técnico Wanderley Luxemburgo, que o tranquilizou: ‘‘Este ano tem mais.’’

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