Surpresas podem surgir durante um combate
O próximo embate nas mesas de braço de ferro está agendado para a Copa Paraná Open, no final do mês de agosto, nas dependências do Grêmio Recreativo Londrinense. São esperados os melhores atletas do Brasil, oriundo de estados como São Paulo (principalmente de Campinas), Rio de Janeiro, Mato Grosso e Minas Gerais.
Entre uma partida e outra, muitas surpresas podem aparecer. As mais comuns, e desagradáveis, são as lesões nas quais lutas muito intensas resultam. Quebrar o próprio braço ou o do adversário é tão comum no braço de ferro quanto se contundir numa dividida de bola no futebol. Já vi vários competidores quebrarem o braço na mesa, contou Nilton Rodrigues que já presenciou uma situação deste tipo.
Quando eu estava disputando o título brasileiro em São Paulo aconteceu. O pessoal de lá tem um estilo mais rápido, e numa luta quando eu cruzei e puxei, na terceira vez que eu forcei senti um estalo, recorda. Conforme conta, na sequência os árbitros soltaram as correias e não encontraram marca alguma. Pensei que fosse só um susto, mas depois viram que tinha realmente fraturado, diz Rodrigues.
Outro incidente deste tipo ocorreu no ano passado, ocasião na qual Londrina sediou o Campeonato Brasileiro. É o que a gente nunca espera e nem quer que aconteça mesmo com o adversário da gente. O importante é ter disputas bo-nitas, defendeu Ricardo França que prefere observar que o relacionamento dos atletas fora da mesa é de amizade e cordialidade.
Hoje em dia existem famílias indo assistir as competições e a tendência é crescer em número de adeptos por conta disso, considera. Por isso, ele costuma cobrar o comportamento de seus atletas. Quem se envolve com violência normalmente sofre uma suspensão e fica um ano impedido de competir. Justamente para proporcionar um melhor relacionamento entre as equipes e dar exemplo aos mais jovens, pondera.
França lembra que já existem atletas brasileiros que se destacam no exterior, como Max Barbosa e Flori Júnior, que moram e competem nos Estados Unidos. A grande perspectiva é de acontecer um boom caso se torne definitivamente um esporte olímpico. Mas o Brasil já está rankeado entre os melhores do mundo, garante. (R.O.)





