Buenos Aires - A Venezuela terá como arma maior para o duelo contra o Paraguai, hoje, às 21h45, em Mendoza, duas jogadas das mais básicas: a bola parada e os chutes de longa distância. Dos seis gols que marcou na Copa América, cinco foram assim.
Isso é uma mostra de como o time do técnico César Farías foi preparado em laboratório. Os números comprovam o futebol pragmático da equipe-sensação do torneio.
Segundo a Conmebol, a Venezuela não faz nada bem quando o tema é futebol vistoso. Pouco passa a bola (242,7 vezes por partida, em média, a segunda pior da competição) e pouco dribla (nove vezes por jogo, nona pior média dos 12 times).
A ''Vinotinto'', apelido da seleção, é a que menos finaliza (oito vezes por jogo), sendo que grande parte dos chutes foram de fora da área, como no gol do 1 a 0 contra o Equador e no primeiro gol contra o Paraguai (3 a 3).
Mas tem se destacado em desarmes (27,25 por jogo, a quarta melhor da Copa América), o que dá força à tese de que o time é mais forte na hora de destruir as jogadas.
A artilharia passa pelos jogadores de defesa e de meio-campo, fruto de avanços à grande área nas bolas paradas e nos chutes de longe. O zagueiro Vizcarrondo fez um dos gols nas quartas de final diante do Chile - vitória por 2 a 1 - e foi eleito o melhor do jogo.
''Temos trabalhado duro, treinamos muito e miramos a Copa-14. Com uma vaga a mais (são 4,5 vagas, como no último qualificatório, mas sem o Brasil), as chances são boas'', disse o defensor.
O outro gol nos 2 a 1 contra o Chile foi do lateral Cichero, um dos destaques do time. O zagueiro Perozo e o meia César González também anotaram na caminhada à semi.
País sem atacantes renomados, como os vizinhos sul-americanos, a Venezuela apostava na explosão do artilheiro Rondon, Bola de Bronze no Mundial sub-20 de 2009, mas ele só fez um gol.
Farías preparou o time nos EUA, num rigoroso regime que, entre outras coisas, aprimorou as jogadas básicas que têm feito a diferença. ''Vamos por mais'', disse o técnico, confiante na final.
Do lado paraguaio, o técnico Gerardo Martino não esconde a preocupação com a rival. ''A Venezuela joga muito bem no coletivo, tem um jogo muito trabalhado, se entendem bem, tem dois atacantes, um central e outro que se move ao redor, além dos meias centrais com chegada e os outros pelas laterais que podem fazer a função de armadores'', explicou.
Para o confronto decisivo, o treinador ainda não sabe se poderá contar com Roque Santa Cruz, que se recupera de lesão.






EM MENDOZA

Paraguai

Villar; Piris, Verón, Da Silva e Torres; Vera, Cáceres, Riveros e Estigarribia; Valdez e Lucas Barrios (Santa Cruz): Técnico: Gerardo Martino

Venezuela

Vega; Rosales, Perozo, Vizcarrondo e Cichero; González, Di Giorgi (Seijas), Rincón e Arango; Maldonado e Fedor. Técnico: César Farías

Árbitro: Francisco Chacón (MEX)
Estádio: Malvinas Argentinas
Horário: 21h45

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