Surpresa: basquete terá americanos
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2002
Guilherme Gouveia 
O Londrina/Sercomtel contrariou suas próprias previsões e anunciou ontem a contratação de dois americanos para disputar o 13º Campeonato Nacional de Basquete Masculino. Até pouco tempo atrás, a comissão técnica descartava a possibilidade de trazer atletas estrangeiros devido à alta do dólar.
Nossa intenção era contratar jogadores de seleção brasileira, mas como isso não foi possível, a única opção foi buscar atletas americanos, disse o técnico Ênio Vecchi.
A estréia dos americanos Roderick Anderson, armador, 28 anos, e Tremaine Wingfield, pivô, 30 anos, responsáveis em dar carisma e qualidade ao time londrinense, será no quadrangular nos dias 17 de 18 deste mês no Ginásio Moringão. A comissão técnica confirmou ontem a participação do Brusque-SC, do Mogi/Valtra-SP e do Corinthians de Santa Cruz do Sul-RS. Antes disso, o Londrina/Sercomtel fará dois amistosos fora de casa, segunda e terça-feira, contra Hebraica e Mogi/Valtra. A participação da dupla americana, que chega hoje na cidade, ainda não está confirmada.
O presidente do clube, Paulo Cézar da Silva Machado, confirmou a decisão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) permitindo que o time realize seus primeiros quatro jogos fora de casa. O Londrina só fará sua primeira partida em casa no dia 17 de fevereiro. Se a reforma da quadra do Moringão ainda não estiver finalizada, a solução será mandar o jogos em outro local. As alternativas são as quadras do Canadá Country Clube e da Associação dos
Funcionários do Banestado.
Além dos americanos, Londrina terá mais dois reforços: o lateral/pivô Shilton Alessanco dos Santos, 19 anos, maior revelação do Campeonato Paulista Juvenil defendendo o E.C. Pinheiros, e o gigante pivô Tiago da Luz Moroso, 19 anos, 2,14m, que estava na Espanha (ver box nesta página). Shilton deve chegar na próxima semana. Ele se recupera de uma contusão no tornozelo e pode ficar de fora do quadrangular e das primeiras rodadas do Nacional. Vamos aguardar a evolução do tratamento médico. Nossa torcida é para que ele se recupere o mais rápido possível, diz o treinador.
Ênio Vecchi avalia que o grupo atual tem condições de repetir o mesmo desempenho das últimas edições da competição. Tecnicamente estamos no mesmo nível das outras equipes, justifica. Ele lamenta, no entanto, a falta de ritmo ocasionada pela ausência de jogos. Nossos dois primeiros adversários (Araraquara e Ribeirão Preto) estão em outro ritmo. As duas equipes ainda disputam as finais do Paulista, exemplifica.


