Johannesburgo - Diego Maradona não se cansa de elogiar os 23 jogadores que levou para a disputa da Copa do Mundo da África do Sul. Mas, neste domingo, antes de pisar no gramado do estádio Soccer City, em Johannesburgo, para o duelo contra o México pelas oitavas de final - que começa às 15h30 (de Brasília) -, o treinador não vai dispor de nenhuma das suas manias acumuladas nas últimas duas semanas para se sentir mais forte psicologicamente para chegar à vitória. Ou seja: vai vestir o mesmo paletó cinza, gravata cinza claro, sapato preto e camisa branca.
Estará com o rosário enrolado na mão direita, vai conceder entrevistas para as TVs e rádios argentinas sempre na mesma sequência, irá se benzer sete vezes, vai ligar para Buenos Aires para saber onde estão suas filhas, estará com dois relógios (com horário africano e argentino), dará um beijo em cada um dos jogadores e integrantes da comissão técnica e sairá com o pé direito do vestiário. E em caso de gol, a polêmica figura deverá se atirar de ''peixinho'' como fez no gol de Palermo, o segundo na vitória sobre a Grécia.
Este é Diego Maradona que não abandona nenhum amuleto, desde que lhe traga sorte. Segundo pessoas da comissão técnica de Dieguito, até o número de bolas por ele chutadas a gol nos treinamentos com os goleiros em Pretória é o mesmo desde o início da Copa do Mundo.
Deixando a superstição de lado, Maradona aposta todas as suas fichas no forte poder de seu ataque, mas espera um melhor desempenho do setor defensivo, que não foi bem diante de adversários de segunda linha como Nigéria, Coreia do Sul e Grécia na primeira fase. Ao mesmo tempo, ''El Diez'' mostra-se ansioso pelo desencantar de Lionel Messi, que ainda não marcou um gol na competição. Afinal, a partir de agora não se pode mais errar, com o risco de retornar para casa antes do final do Mundial.
Maradona sabe que o México vai atuar no contra-ataque e por isso intensificou o toque de bola e a saída rápida da zaga nos últimos treinamentos. Verón, como sempre, será o responsável por fazer este elo da defesa com o ataque. Ao mesmo tempo, o veterano volante já foi alertado para que o número de erros no passe seja o menor possível.
Higuaín e Di Maria também receberam orientações para que ajudem bastante na marcação, não deixando o time mexicano iniciar as jogadas com tranquilidade. Todas estas orientações servem para tentar amenizar as dificuldades apresentadas pela dupla de zaga, bastante pesada e lenta nos primeiros três jogos. Se boa parte dos erros da equipe argentina for corrigida, com certeza Maradona vai somar mais algumas superstições para a partida das quartas de final.

EM JOHANNESBURGO

Argentina

Romero; Gutierrez, Demichelis, Samuel (Burdisso) e Heinze; Mascherano, Verón, Messi e Di Maria; Tevez e Higuaín. Técnico: Diego Maradona

México

Perez; Osorio, Rodriguez, Rafa Marquez e Salcido; Torrado, Guardado, Barrera e Blanco; Franco e Giovanni dos Santos. Técnico: Javier Aguirre

Árbitro: Roberto Rossetti (Itália)
Estádio: Soccer City
Horário: 15h30 (de Brasília)

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