Superstição é usada como nova tática
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segunda-feira, 16 de julho de 2001
Agência EstadoDe Cáli, Colômbia 
Ao optar por vestir a seleção brasileira de azul no jogo de domingo contra o Peru, em vez de utilizar a tradicional camisa amarela, o técnico Luiz Felipe Scolari fez algo comum no futebol brasileiro: apelar para a superstição. Há décadas que jogadores, dirigentes e treinadores têm suas crenças uma força extra na busca por seus objetivos e, garantem, sempre dá certo.
Entre os técnicos brasileiros, um antecessor de Felipão é lembrança obrigatória quando se fala em superstição: Zagallo. O Velho Lobo é mundialmente conhecido por sua relação com o número 13, presença constante em suas camisas de trabalho e também bens materiais, como seus carros , normalmente, têm placas com o número 1313.
Outro episódio envolvendo a seleção ocorreu na Copa de 1958 e foi muito bem capitalizado pelo chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho. Ao saber que vários jogadores encararam como um mau agouro o fato de o Brasil ter de enfrentar a Suécia na final de camisas azuis, pois os antifriões tinham o direito de jogar de amarelo, ele usou toda a sua astúcia para reverter a situação. Reuniu os atletas para lembrá-los de que o azul é a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida. O resultado, todos conhecem. A camisa branca foi aposentada depois do fracasso na Copa de 50.


