Nigéria e Bulgária jogam hoje, às 12h30 (horário de Brasília), no Estádio Parque dos Príncipes, em Paris, pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo. Os nigerianos são uma das grandes sensações deste Mundial: venceram a Espanha por 3 a 2 na primeira rodada e, com uma nova vitória, garantem sua vaga nas oitavas-de-final. Um empate também não deixa de ser um bom resultado. Já os búlgaros vão tentar, pelo menos, não perder, para manter as chances de classificação, já que empataram em 0 a 0 com o Paraguai na estréia.
Hristo Bonev, técnico búlgaro, já se encarregou de diminuir o potencial nigeriano, apesar de reconhecer a boa forma física e a variedade de jogadas de meio-de-campo dos africanos. ‘‘A defesa, no entanto, é fraca’’, destacou o treinador, prometendo um time mais ofensivo.
Já o técnico da Nigéria, Bora Milutinovic, tenta manter seus jogadores afastados dessa guerra psicológica. Mas Amokachi, um dos principais jogadores do time, preferiu colocar mais lenha na fogueira, relembrando a última partida disputada pelas duas seleções, ocorrida na Copa do Estados Unidos, em 94, quando os nigerianos golearam os búlgaros por 3 a 0. ‘‘Desta vez, eles levarão mais gols ainda’’, ele diz.
A seleção de Hristo Bonev aposta suas fichas em Balakov - que, além de ser um jogador com uma excelente forma física, possui grandes qualidades técnicas - e em Stoichkov, o maior jogador búlgaro nos anos 90.
O jogo entre Nigéria e Bulgária também está cercado por misticismo e superstições. Os africanos, por exemplo pedem auxílio para as ‘‘forças ocultas’’, como gostam de definir os europeus. Os jogadores, após a execução do hino nacional, se reúnem em um círculo no meio do campo e pedem ajuda divina. ‘‘Cada um reza e pede ajuda a quem achar melhor. Alguns oram para Deus outros para Alá. O mais importante é que essas orações nos ajudam cada vez mais’’, afirma o armador West.
Mas, curiosamente, são os búlgaros que estão mais preocupados com isso. Videntes, astrólogos, magos e adivinhos da Bulgária estão trabalhando como nunca, por causa da Copa do Mundo. O mago Orfi acha que a Bulgária só irá vencer se cada jogador levar para campo um cabelo ruivo. ‘‘Precisamos desconcentrar os nigerianos e colocar Satanás, que é ruivo, do outro lado.’’

Nigéria
Rufai; Oparaku, West, Uche e Babayaro; Lawal, Adepoju, Oliseh e Okocha; Finidi e Ikpeba. Técnico: Bora Milutinovic

mockup