O melhor exemplo quando se fala em evolução no vestuário esportivo na atualidade certamente são os polêmicos maiôs de natação. Com eles, os recordes mundiais das piscinas foram pulverizados a cada prova.
No início dos anos 20, os nadadores competiam com peça única de algodão, sempre na cor azul-marinho. Seda, nylon, lycra, os tecidos foram evoluindo até chegarem os supermaiôs.
Feitos em poliuretano, eles têm partes emborrachadas que permitem uma melhor flutuação. O maiô ainda comprime a musculatura e, consequentemente, diminui a vibração da superfície do corpo durante as braçadas e pernadas, o que faz com que o atleta canse menos enquanto está competindo.
''Depois que a Speedo (precursora nos supermaiôs) lançou, foram mais de 100 recordes mundiais batidos. Realmente ele faz a diferança'', observou o nadador londrinense Diogo Yabe, especialista nos 200 m medley, que usa um Jaked, o mesmo com o qual Felipe França bateu o recorde mundial nos 50m peito, em maio. Recorde que já foi quebrado no Mundial de Roma, em julho. Das 40 provas disputadas na capital italiana, 31 ganharam novos recordes mundiais. Foram 43 batidos com a ajuda dos novos trajes, já que alguns foram quebrados mais de uma vez.
A Federação Internacional de Natação (Fina), porém, já avisou que as regras mudarão a partir de 2010 e que os supermaiôs estão proibidos a partir do ano que vem.
A principal mudança é o uso de material têxtil nos maiôs, e não mais poliuretano. Os homens só poderão nadar no máximo de bermuda, e as mulheres usarão maiôs com cava e no máximo até o joelho. (T.M.)

mockup