Superliga vai virar empresa
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terça-feira, 14 de outubro de 1997
Agência Estado 
A Superliga, a principal competição de vôlei do País, deve ser tratada como uma empresa e, com isso, deve buscar o lucro e a consequente evolução do esporte. Com esta mensagem, o presidente da Confederação Brasileira da modalidade, Ary Graça, apresentou ontem o torneio, no Hotel Intercontinental, que começa a ser disputado na próxima semana na categoria masculina. O feminino tem início previsto para o dia 30 de novembro.
Os administradores das equipes devem substituir a paixão pura e simples pelo esporte por uma visão mais profissional, acredita o dirigente. Temos de encarar o vôlei como um negócio e traçar estratégias para alcançar cada vez mais sucesso.
O presidente da CBV garante que a Superliga masculina e feminina movimentará esta temporada um total de US$ 58 milhões entre salários, despesas com infra-estrutura e em investimentos na área de marketing. A previsão é que a empresa Superliga fature US$ 3,5 milhões em 97/98. O faturamento, segundo Ary Graça, deverá ser revertido para futuras edições do torneio.
Muito otimista, o dirigente espera aumento de cerca de 30% no número de torcedores nos ginásios, tomando como base o público da competição de 96/97: 113.620 pessoas no feminino e 111.291, no masculino. Para isso, a CBV recomenda aos clubes que façam promoções e desperte o interesse de seu público alvo: torcedores dos 10 aos 19 anos. A orientação aos clubes e aos departamento de marketing dos patrocinadores das equipes está sendo dada com base em uma pesquisa feita pelo Ibope sobre o vôlei.


