Superliga poderá ter um time do Nordeste
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terça-feira, 21 de abril de 1998
Agência Estado 
Após o término da Superliga Masculina e em plena disputa do playoff decisivo da feminina, o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, mostra-se satisfeito com o nível técnico da competição - a primeira realizada sob seu comando. O dirigente garante ter tirado várias lições importantes do torneio.
Entre as principais constatações está a importância do deslocamento dos times para as cidades do interior. Os campeões de público na Superliga Masculina foram o Telepar, de Maringá, o Unincor, de Três Corações, e o Lupo/Náutico, de Araraquara, lembra o dirigente. De outro lado, as equipes que menos torcedores levaram aos ginásios foram o Palmeiras e o Fluminense, dois times que tem o futebol como o principal esporte.
Ary Graça acha a descentralização fundamental para a saúde do vôlei. Por isso, empenhou-se na transferência da Olympikus de São Paulo para o Rio. Agora, usará o prestígio da CBV para a formação de um time feminino que deverá chamar-se Nordeste do Brasil. O time mandaria seus jogos em cidades como Fortaleza, Natal, João Pessoa e Aracaju. O dirigente mostra-se preocupado também com eventuais calotes no esporte, como os ocorridos na temporada 1996/1997, quando o Frigorífico Chapecó, de Santa Catarina, e o JC Amaral, de Ribeirão Preto, deixaram de pagar os salários dos atletas e dos integrantes da comissão técnica por vários meses. A CBV, segundo ele, estuda a criação de um seguro, batizado de performance. O maior problema é a padronização dos contratos dos jogadores com os clubes, lembra Ary Graça, que já entrou em contato com várias seguradoras. A uniformidade dos contratos é fundamental.


