SUPERLIGA MASCULINA - Agora é campeão de tudo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de abril de 2015
DANIEL BORTOLETTO<br> [email protected] 

Como definir a temporada de um clube que conquistou o título da Superliga masculina e também da divisão de acesso da competição nacional? Enquanto vocês pensam na pergunta, eu procuro explicar os segredos do sucesso do Sada/Cruzeiro.
Ontem, no Mineirinho, com 14 mil pessoas, a vitória sobre o Sesi por 3 a 1 garantiu o bicampeonato (consecutivo) da elite do vôlei nacional. E aqui a primeira explicação para o sucesso celeste: os mesmos sete titulares da temporada 2013/2014 começaram jogando a decisão de ontem. E seis deles já tem contrato para o próximo ano. A manutenção do elenco faz com que o entrosamento seja uma arma poderosa do Sada. O técnico argentino Marcelo Mendez, arquiteto por trás dos títulos cruzeirenses, tem o time na mão. E os jogadores se conhecem por uma simples troca de olhares. E tenham certeza de que não é exagero. Basta reparar na sintonia de William e Wallace.
O ponto crítico do jogo aconteceu no terceiro set e comprova outra qualidade do Sada: manter a cabeça no lugar em momentos decisivos dos jogos. O Sesi teve 24 a 21 e poderia fazer 2 sets a 1. Mas os mineiros souberam neutralizar Lucão em três ataques seguidos e empataram a parcial.
Quando fecharam em 27 a 25, praticamente selaram a conquista.
E olha que estamos falando de um adversário que tinha, além do central da Seleção, jogadores do quilate de Escadinha, Murilo, Lucarelli e Marcelinho. E, para ser justo, cito Theo (com 20 pontos) e Riad (oito pontos de bloqueio), para mim, os dois melhores do Sesi ontem.
Para tentar encerrar minha explicação sobre o sucesso do Sada, o cubano Leal merece um capítulo à parte.
Como joga fácil o ponta! Foram 21 pontos, o prêmio de melhor jogador da final e a confirmação da grande diferença que ele pode fazer no ataque e no saque. Hoje, na convocação de Bernardinho para a Liga Mundial, existe a expectativa da presença do nome do cubano. Faz tempo que CBV e a comissão técnica da Seleção discutem o processo de naturalização de Leal. Ele quer.
A Seleção quer. E mais: precisa de um jogador com estas características para a Olimpíada Rio-2016.


Eleito o melhor da decisão, o ponteiro do Sada, que marcou 21 pontos, já comenta sobre uma possível naturalização, visto que não atua pela seleção de Cuba desde 2010 e está no Brasil há três temporadas.
- Não tenho muita informação sobre isso, mas se tenho a possibilidade de me naturalizar, gostaria muito.
Tenho mais um ano aqui, se falarem comigo, seja o que Deus quiser - afirmou, ao SporTV, antes de completar o porquê da possível escolha: - Sou cubano e gostaria de jogar por minha seleção. Mas tenho um futuro na minha cabeça e gostaria de disputar uma Olimpíada, e se fosse pelo Brasil, agora em 2016, estaria grato.
O ponteiro aproveitou para agradecer aos colegas por mais um título. - Estou muito feliz por jogar aqui e ter colegas sensacionais - disse.


