Superliga feminina supera a do masculino em número de times
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de outubro de 1998
Da Redação e Agência Estado 
O reflexo do bom desempenho da seleção brasileira feminina de vôlei em competições recentes, como a conquista da medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta e a de ouro no Grand Prix de Hong Kong, pode ser medido na Superliga 1998/1999, que será aberta dia 5 de dezembro. Um exemplo disso é que pela primeira vez desde que a competição foi criada, em 1989, o torneio feminino terá mais participantes do que o masculino. Serão 12 times contra 10.
Por causa da maior procura, o mercado de transferências de jogadoras esteve bem mais agitado do que o de jogadores. O estreante Macaé/Petrobrás, por exemplo, teve de recorrer a jogadoras experientes para montar o time. Estão na equipe, dirigida pelo técnico Mauro Lima, as veteranas atacantes Isabel, de 38 anos, Ana Lúcia, de 32, e Edna, de 33. A grande estrela da equipe, porém, é Márcia Fu, de 29, contratada pela prefeitura de Macaé como o principal reforço do time. Adoro desafios, diz Fu. Estou animada com o novo time.
Outro ponto de destaque da categoria feminina é o extremo equilíbrio entre as principais equipes. Existem pelo menos sete times em condições de lutar pelo título, acredita o técnico Sérgio Negrão, do Leites Nestlé, atual vice-campeão do torneio. A competição será, sem dúvida, bastante disputada. Os participantes da Superliga Feminina são Rexona (atual campeão), Leites Nestlé, MRV/Minas, Pinheiros, Uniban, Universidade Guarulhos, São Caetano, Recreativa/Ribeirão Preto, Força Olímpica/Petrobrás, Banestado/Londrina e Macaé.
A competição feminina está à frente também nas negociações com a TV. Já fechou transmissão dos jogos por canal a cabo (Globosat/SporTV, às terças-feiras e sábados) e canal aberto (Bandeirantes, aos domingos). No masculino, está acertada, por enquanto, transmissão apenas pela SporTV (quintas e sábados).


