A disputa da Copa Brasil de Vôlei, que termina hoje e reúne desde sexta-feira em Curitiba as quatro principais equipes do voleibol feminino, Rexona/Ades, Finasa/Osasco, São Caetano/Blausiegel e Brasil Telecom, pode ser considerada o primeiro torneio de ponta antes do início da temporada nacional com a disputa da Superliga Feminina de Voleibol, que começa em outubro. Neste ano, com o repatriamento de algumas atletas que jogaram no exterior, a temporada será mais equilibrada, na visão dos treinadores.
Para o técnico do Finasa/Osasco, Luizomar de Moura, a volta de algumas atletas e a permanência de outras, como Paula Pequeno, que continuará no Finasa/Osasco, dará mais equilíbrio com equipes fortes na temporada.
"Essa é uma competição (Copa Brasil) muito boa pelo momento que o voleibol feminino está vivendo, logo após uma conquista olímpica e termos nove atletas participando (de um total de 12 medalhistas), sobra muita motivação e é a hora de retribuir o trabalho feito pelos patrocinadores, que garantiram também a permanência de algumas atletas aqui no Brasil", disse.
Para driblar o pouco tempo de preparação da equipe, Luizomar aposta na motivação de suas atletas, sendo quatro delas, Carol, Paula Pequeno, Thaissa e Sassá, medalhistas olímpicas, que precisam de um trabalho específico.
"Elas passam agora por um período de adaptação, pois vieram de um trabalho muito forte na Olimpíada de Pequim, então a tendência é que o rendimento delas caia, principalmente pela situação física. Então vamos partir para a base psicológica, da motivação para compensar esse desgaste físico".
Com relação ao time do Rexona/Ades, que tem no elenco as medalhistas Fabiana e Fabi, o técnico Hélio Griner (o técnico Bernardinho irá apenas acompanhar os jogos), considera que a Copa Brasil foi apenas a largada para a temporada da equipe. "Nós sofremos algumas mudanças em relação à temporada passada, mas procuramos manter uma estrutura, trocamos as peças, mas procuramos manter a mesma estrutura de jogo".
Em sua avaliação, neste ano o Rexona/Ades terá mais dificuldades. "As outras equipes se reforçaram e acho que esta vai ser uma temporada bem mais dura que nos anos anteriores, principalmente pela volta de algumas jogadoras, pela troca das atletas, mas entramos em todas as competições para fazer o melhor, que para nós é ganhar".
Para Maurício Thomaz, do Brasil Telecom, a Copa Brasil é um bom termômetro para a sua equipe. "Estamos com boas expectativas, acho que essa competição serve como laboratório, é uma oportunidade de jogar contra esses três grandes times em uma mesma competição", afirmou.
Responsável pela contratação de Fofão, Sheilla e Mari, que atuavam no exterior, o São Caetano/Blausiegel, que será comandado interinamente pelo técnico Jailson de Andrade, o "Chicão", pois Antônio Rizola está com a seleção juvenil, também crê em uma temporada positiva para sua equipe.
"Um dos principais motivadores da nossa equipe será a presença das atletas que ganharam a medalha em Pequim, pois elas poderão passar muito da experiência que ganharam, além da qualidade na equipe. Espero apenas que todo o incentivo e motivação passados para todas as jogadoras não sejam passageiros e que o vôlei continue a crescer com isso", avaliou Chicão.

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