São Pau­lo - O re­tor­no das prin­ci­pais es­tre­las da se­le­ção im­pul­sio­nou o pú­bli­co da Su­per­li­ga de vô­lei. A afir­ma­ção é ver­da­dei­ra, mas só se apli­ca ao tor­neio mas­cu­li­no.
  Mes­mo ­após a con­quis­ta da iné­di­ta me­da­lha de ou­ro nos Jo­gos de Pe­quim-2008 e do re­tor­no de jo­ga­do­ras co­mo Fo­fão, Ma­ri e Sheil­la, a com­pe­ti­ção fe­mi­ni­na não se tor­nou ­mais atra­ti­va. Pe­lo con­trá­rio: até a úl­ti­ma ro­da­da do quar­to tor­neio, fim da fa­se clas­si­fi­ca­tó­ria, a mé­dia de es­pec­ta­do­res é in­fe­rior à do úl­ti­mo cam­peo­na­to.
  Na edi­ção de 2007/2008, 1.258 pes­soas ha­viam as­sis­ti­dos às par­ti­das das mu­lhe­res até es­sa fa­se da dis­pu­ta. Nes­te ano, a mé­dia é de 1.122 tor­ce­do­res.
  Já no mas­cu­li­no, que vol­tou a des­fi­lar cam­peões olím­pi­cos co­mo An­dré Nas­ci­men­to, Es­ca­di­nha e Mar­ce­li­nho, o pú­bli­co sal­tou de 952 pa­ra 1.265.
  Os nú­me­ros con­tra­riam ten­dên­cia de ­mais de uma dé­ca­da. Des­de a tem­po­ra­da 1996/1997, a Su­per­li­ga fe­mi­ni­na ­atrai ­mais tor­ce­do­res. Ape­nas o tor­neio mas­cu­li­no de 2006/2007 apre­sen­tou pú­bli­co su­pe­rior.
  A mu­dan­ça ocor­re, cu­rio­sa­men­te, no me­lhor mo­men­to do vô­lei fe­mi­ni­no do ­país, co­roa­do com o ou­ro olím­pi­co con­quis­ta­do pe­lo ti­me de Zé Ro­ber­to. ‘‘Uma das ex­pli­ca­ções pa­ra o ­maior pú­bli­co do fe­mi­ni­no era a pre­va­lên­cia de mu­lhe­res na tor­ci­da. ­Elas pre­fe­rem ver os jo­gos do fe­mi­ni­no, em­bo­ra al­guns de­fen­dam que de­ve­ria ser o ­contrário’’, afir­ma Re­na­to ­D’Ávila, o ge­ren­te da Uni­da­de de Com­pe­ti­ções Na­cio­nais da con­fe­de­ra­ção bra­si­lei­ra.
  No ano pas­sa­do, a com­pe­ti­ção en­tre mu­lhe­res ter­mi­nou com mé­dia de 1.431 tor­ce­do­res por jo­go. No tor­neio mas­cu­li­no fo­ram 1.058 pes­soas.
  Nes­te ano, o ­maior pú­bli­co de uma de­ci­são foi no due­lo en­tre os mes­mos ri­vais, tam­bém pe­lo ter­cei­ro tor­neio. O Rio de Ja­nei­ro, dian­te de 4.000 tor­ce­do­res em Osas­co, le­vou o tí­tu­lo. ‘‘Os jo­gos com atle­tas de se­le­ção têm fi­ca­do bem ­cheios. Já jo­guei com ape­nas mi­nha fa­mí­lia na pla­teia, pre­fi­ro ter ­apoio da ­torcida’’, afir­ma Thaí­sa, ­meio-de-re­de da se­le­ção que tro­cou o Rio pe­lo Osas­co.

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