Gijón, Espanha, 3 (AE) - Brasil e Espanha chegam à segunda rodada da Superliga de Vôlei, em Gijón, com uma vitória e uma derrota - a seleção do técnico Radamés Lattari, depois de ter passado pelo Canadá, no fim de semana, e a de seus advesários, depois de enfrentar a Holanda -, comprovando assim o que o treinador brasileiro já havia detectado: este é o grupo mais forte da Superliga 99. E, assim, a espectativa é grande na cidade de 300 mil habitantes, no litoral norte da Espanha, pelos jogos de amanhã, às 20h (15h de Brasília), e de domingo, ao meio-dia (7h), marcados para o Palacio de Los Desportes.
Do Canadá, Radamés trouxe a constatação de que o grupo está no caminho certo, neste ano de competições seguidas e importantes (depois da Superliga, os jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá; Sul-Americano, Copa América e Copa do Mundo do Japão, classificatória para a Olimpíada de Sydney/2000. Depois de um período de férias para os jogadores, o treinador pretende arriscar e tentar seguir recuperando a melhor forma física e técnica de todos durante a Superliga.
Assim, estará trabalhando com 18 atletas nos jogos no Rio de Janeiro, Joinville e São Paulo, chegando às finais em Buenos Aires já com 12, que também jogariam o Pan, entre julho/agosto (depois desse torneio, os jogadores voltariam para duas semanas nos respectivos clubes, antes do Sul-Americano). Na sequência, seriam mais três semanss nos clubes, antes da Copa América e da Copa do Mundo.
Para isso, conta com o trabalho do preparador físico Marco Jardim, que avalia constantemente os jogadores, baseando-se em força-resistêcia-velocidade e destacando os aspectos de recuperação e alimentação balanceada. O período - quase surpreendente hoje no esporte de alto nível - sem atletas contundidos pode ser reflexo "de maior consciência deles mesmos sobre a importância da manutenção do condicionamento físico".
Radamés quer "criar o hábito" de participar do maior número de finais possível. "Foram dois anos dando experiência para o grupo. Agora temos de manter a equipe sempre finalista para, no ano que vem - olímpico -, estarmos acostumados a disputar finais." Do Canadá, o técnico brasileiro também trouxe a certeza de que a seleção daquele país evoluiu muito, no fim de semana até superior a seu próprio grupo, ainda se ressentindo de falta de rítmo da velocidade que é característica da seleção brasileira. "Com as novas regras, está favorecido o time que saca bem e bloqueia bem, pontos em que ainda estamos um pouquinho atrás. Falta basicamente regularidade no saque, que tem apresentado altos e baixos."
Espanha - Se Brasil e Espanha se equivalem em média de idade, (25,4) e de altura (1,96 m para as duas seleções), na prática serão os espanhóis que estarão em desvantagem nos jogos em Gijón
à beira do Mar Cantábrico. Pelo menos segundo o técnico Raúl Lorenzo, que não terá três de seus titulares (Pascual, "descansando"; Falasca e Robles, com problemas nos joelhos e tornozelos).
Lorenzo está de volta à seleção espanhola há apenas 10 dias, depois de um período em Palermo, na Itália, com o sonho de "chegar a uma Olimpíada, como homem, não apenas como técnico". Traz a experiência de ter dirigido a seleção de seu país em 1995/96, mas agora está aceitando o desafio de comandar um time jovem (23 anos em média, sem os contundidos) e pouquíssima experiência internacional, mas pensando no futuro. Já ficou satisfeitíssimo com "a façanha de ter ganho oficialmente da Holanda, campeã olímpica, e lá - um resultado histórico".
Para amanhã, a espectativa do treinador espanhol é forçar os brasileiros - mesmo sendo mais experientes - a cometer erros. E sua base terá a mesma formação que nos jogos contra os holandeses: o lenvantador Prenafeta, Carreño, Falasca (o irmão do titular), De La Fuente, Salvador, Vega e o líbero Costa.
Homenagem - Os brasileiros, que depois do treino da manhã de hoje ainda sentiam os efeitos da diferença de 5 horas do fuso horário em relação ao Canadá, receberam uma homenagem do prefeito Vicente Areces (êle também um alvo de pedido de autógrafos da criançada da cidade, que além de polo cultural também é centro de esportes ligados à natureza).
À tarde, Radamés Lattari ainda chamou seus jogadores para uma sessão de vídeo sobre os adversários, antes do treino da noite. O time-base do Brasil terá o levantador Maurício, Gustavo, Douglas, Max, Nalbert e Giba, com Kid de líbero.

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