Superclássico não garante futuro na Seleção
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segunda-feira, 01 de outubro de 2012
Paulo Galdieri<BR>Agência Estado 
São Paulo - Embora seja consenso no mundo do futebol que Brasil x Argentina é um dos maiores clássicos da bola e que a rivalidade entre os dois países transcende o gramado, nem sempre ter a oportunidade de participar de uma partida entre os dois maiores rivais das Américas é sinônimo de continuidade na seleção brasileira. Essa é uma das peculiaridades que envolvem o renovado confronto anual entre brasileiros e argentinos, na reedição da antiga Copa Rocca, agora com o pomposo nome de Superclássico das Américas.
Com o formato de apenas tolerar a convocação de atletas que atuam nos dois países, o Superclássico das Américas poderia ser a chance de Mano Menezes observar alguns atletas que jogam no País para depois usá-los nas convocações "para valer", em que também se juntam os atletas que estão em clubes do exterior. Mas o fato de participar desse duelo de dois jogos, que nesta quarta-feira terá sua partida de volta disputada na cidade de Resistencia, interior da Argentina, não é garantia para os jogadores do Brasil de que Mano lhes dará novas oportunidades no futuro.
No ano passado, dos jogadores chamados pelo treinador para o Superclássico das Américas, apenas seis deles permanecem entre aqueles que fazem parte de convocações de Mano feitas sem restrições de idade ou de procedência. Além de Lucas e Neymar, que antes já haviam disputado a Copa América, com o "time completo" da seleção. Fora a badalada dupla que atua no futebol brasileiro, somente Dedé, Leandro Damião, Paulinho, Rômulo, Jefferson e Oscar aproveitaram a oportunidade que ganharam no Superclássico de 2011 - do atual time-base de Mano, só Rômulo e Oscar, desse sexteto, são considerados titulares da seleção. Os outros atletas receberam poucas chances de efetivamente jogar pelo time nacional.
No grupo de 2012, Mano voltou a apostar numa mescla de jogadores já com rodagem na seleção com novatos. Mas, a julgar pela convocação que já divulgou para os dois próximos amistosos do Brasil (dias 11 e 16 de outubro, contra Iraque e Japão, respectivamente), dificilmente haverá um grande aproveitamento dos atletas que eventualmente se destaquem nesta quarta-feira, na segunda partida contra a Argentina - na primeira, no dia 19 de setembro, em Goiânia, o Brasil venceu por 2 a 1.
Um dos que não foram convocados para os amistosos na Europa, mas acreditam que podem sim ficar no grupo é o volante Arouca. Chamado para os jogos contra África do Sul e China, no mês passado, ainda não recebeu a chance de ser titular, mas se diz pronto para agarrá-la, caso o técnico a proporcione em Resistencia. "Todos os (jogadores) que atuam no Brasil estão tendo essa oportunidade e quero aproveitar para continuar a ser lembrado nas próximas convocações", disse Arouca.


