São Paulo - Se não dá na técnica, vai no coração. A dramática vitória sobre o Coritiba nos minutos finais mostrou mais uma vez que o espírito do São Paulo de 2012 mudou. A equipe desinteressada e conformada do ano passado deu lugar a um grupo aguerrido que luta até os momentos finais e ignora as adversidades. O resultado pode nem sempre ser a vitória, mas a disposição resiste até o fim.
O clima de catarse nas arquibancadas do Morumbi após o apito final já se repetiu antes na temporada. Contra a Ponte Preta, também na Copa do Brasil, a equipe teve forças para superar a eliminação no Campeonato Paulista, a crise gerada pelo afastamento do zagueiro Paulo Miranda e o placar adverso para avançar às quartas de final.
Outras demonstrações de que o time adquiriu outro espírito foram dadas no Paulistão, como quando virou a partida contra o Ituano em 45 minutos após sair perdendo por 2 a 0 (venceu por 4 a 2) ou na vitória sobre o Santos garantida nos minutos finais e com um jogador a menos.
Os próprios atletas veteranos do elenco são-paulino admitem desde o começo da temporada que o astral é outro e veem o grupo atual como mais aguerrido. Para eles, vitórias como as de quinta-feira, sobre o Coritiba, fortalecem ainda mais a equipe na busca pelos títulos. ''Vitórias como essa nos deixam mais fortes. O clima no vestiário após o jogo era muito bom, porque tivemos muito empenho e nos ajudamos na partida. Se 11 contra 11 foi complicado, com um a menos foi ainda mais difícil'', comemorou o zagueiro Rhodolfo.
Se tem sobrado determinação, o aspecto tático ainda é o maior problema até aqui. Ninguém esconde que é preciso mostrar mais nas partidas para convencer o torcedor de que a equipe será capaz de brigar por títulos. Cobrado, o técnico Emerson Leão defende seu trabalho e diz que nenhum time brilha no Brasil neste momento. ''Recomendo que quem quiser beleza não venha assistir ao futebol brasileiro''.

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