SUPERAÇÃO - Sumotori londrinense brilha em Mundial
No Brasil, a rotina de um lutador não é feita só de luta dentro do tatame, do ringue, da arena, do dojô, ou qualquer que seja o local no qual se pratica o esporte. Muitas das vezes, ou na maioria delas, é preciso ter força para lutar também nos bastidores, fora do palco de ação. Que o diga o lutador londrinense de sumô Rui Aparecido de Sá Júnior, de 18 anos.
Não foram poucos os obstáculos que ele teve que superar para poder participar de seu segundo Campeonato Mundial de Sumô. A saga começou em julho deste ano, quando Júnior garantiu seu quinto título brasileiro consecutivo. A classificação para o torneio internacional estava assegurada, mas faltava o principal: dinheiro. Foi aí que entraram família e amigos. Não fossem as rifas e a ajuda dos diretores e professores do cursinho pré-vestibular onde estuda, o sumotori não teria conseguido os pouco mais de R$ 7 mil necessários para viajar.
Depois de superados os percalços, o sumotori londrinense viajou e não deixou em vão todo o esforço feito para que pudesse viajar. Ele voltou de Hong Kong, na China, com a medalha do terceiro lugar na categoria juvenil absoluto. Foi a realização de um sonho. Sonho com isso desde o primeiro mundial que participei, na Polônia, afirmou o sumotori, que luta desde os 12 anos. No mundial polonês, realizado em Varsóvia há dois anos, o londrinense foi apenas o sétimo colocado entre os pesados.
● É uma antiga luta de competição japonesa, em que dois atletas competem num ringue circular (dojô) onde o primeiro a tocar o chão com qualquer parte do corpo (exceto os pés) ou pisar fora do ringue perde a luta
● No total, a seleção brasileira de sumô, composta por 12 atletas, voltou da China com quatro medalhas, todas de bronze
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